do Opera Mundi
A última pesquisa de intenção de voto, revelada neste sábado (04/05) em Lima, a poucas horas da realização das eleições presidenciais, concede ao candidato Ollanta Humala uma clara vantagem de 3,4 pontos nas intenções de voto, percentual superior à margem de erro estatística.


A "pesquisa privada" do instituto Ipsos-Apoyo, à qual a Agência Efe teve acesso, foi realizada neste sábado com 4 mil entrevistados e tem margem de erro de 1,6 ponto percentual para mais e para menos. O presidenciável nacionalista tem 46,8% das intenções de voto, enquanto a parlamentar Keiko Fujimori obtém 43,4%. Além disso, 9,8% dos entrevistados declaram que votarão em branco ou nulo.

Em votos válidos, ou seja, descontados os brancos e nulos, a vantagem ficaria assim: 51,9% para Humala e 48,1% para Keiko.

A alta de Humala constatada pela análise teria ocorrido nos últimos três ou quatro dias, dado em que parecem coincidir com outros institutos de pesquisa. O Datum, por exemplo, elaborou neste sábado outra pesquisa que, apesar de constatar a vantagem de Humala em 1,5% dos votos válidos, coincidia em uma notável melhora do candidato nacionalista, que foi constante nas últimas duas semanas.

Por último, o Instituto de Opinión Pública divulgou na sexta-feira resultados parecidos, ao atestar 51,8% dos votos válidos para Humala contra 48,2% de sua rival.

No Peru, a lei proíbe a difusão pública de pesquisas de opinião nos seis últimos dias antes das eleições, mas é comum que empresas privadas encomendem pesquisas para seu consumo interno, e muitas vezes elas acabam vazando à imprensa.

Cerca de 20 milhões de eleitores estão convocados para as urnas neste domingo, quando decidirão entre Humala e Keiko o segundo turno das eleições presidenciais.

Diante do cenário equilibrado mostrado pelas pesquisas, os votos dos peruanos residentes no estrangeiro (750 mil votos, o que equivale a 3,7% do censo) podem ser decisivos, embora a participação no exterior sempre seja proporcionalmente menor, já que para eles o voto não é obrigatório, como é o caso dos que vivem no Peru.

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