do Agência Prensa Latina
Trípoli, 17 set (Prensa Latina) Forças rebeldes subordinadas ao autodenominado Conselho Nacional de Transição (CNT) tentavam hoje reorganizar-se para voltar a atacar Sirte e Bani Walid, depois de uma retirada precipitada ante a resistência dos leais a Muamar Al Gadafi.
As estradas que conduzem a Sirte, terra natal do líder líbio na costa do mar Mediterrâneo, registraram grande concentração de levantados depois de uma noite de reveses contínuos, apesar de estarem apoiados por bombardeios de aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
Um panorama similar descreveram residentes da cidade de Bani Walid, situada a 150 quilômetros ao sudeste de Trípoli, onde a pretensão de submeter esse bastião pró-Gadafi também se viu frustrada pela postura irredutível de residentes, militares e chefes tribais.
Os insurgidos tinham conseguido na sexta-feira avançar sobre Sirte e chegaram a assegurar que tomaram o aeroporto e parte do centro da localidade, mas foram obrigados a se redobrar ante a efetividade da artilharia e dos franco-atiradores fiéis ao agora evadido líder líbio.
Informes indicaram que a uns cinco quilômetros de Sirte viram-se hoje camionetes e outros veículos com artilharia pesada e homens que redefiniam a estratégia para tomar uma cidade que por sua posição estratégica mantém dividido o leste e oeste do país.
Os efetivos do CNT refugiaram-se nas montanhas nos arredores de Sirte, enquanto essa localidade converteu-se por umas horas num campo de batalha urbano no qual os irregulares sofreram numerosas baixas.
Assim mesmo, em Bani Walid os insurgentes também saíram em debandada por causa do fogo dos leais a Gadafi, quem de um lugar desconhecido do país continua alentando aos seus seguidores a combater a agressão estrangeira e aos que chama de traidores.
Em declarações ao canal sírio Ar-Rai, o porta-voz de Gadafi, Moussa Ibrahim, assegurou que as tropas do coronel têm armamento suficiente e equipes para resistir exitosamente novos embates insurgentes, e estão preparados para uma "longa guerra".
"A batalha está longe de terminar", advertiu Ibrahim ao acrescentar que "asseguramos a todo mundo que as frentes de Sirte e Bani Walid são fortes, apesar dos intensos, inacreditáveis e desapiedados bombardeios da OTAN sobre hospitais, famílias e escolas".
Reiterou igualmente que seu chefe está na Líbia, e desconsiderou o anúncio do primeiro-ministro britânico, David Cameron, durante sua recente visita a Trípoli, de que a OTAN apoiará o CNT na perseguição e captura do líder para submetê-lo à justiça.
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Modificado el ( sábado, 17 de septiembre de 2011 )
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