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A cada dia, telefones celulares ganham as mais diversas implementações. Mas o que você acharia se soubesse que a próxima geração desses viabilizará sensações, do tipo, simular um aperto de mão e até mesmo um beijo no rosto? Essa é a proposta do designer da Universidade de Artes de Berlim Fabien Hemmert, que apresentou como seria o modelo durante o evento TedX-Berlim realizado em 2010.
Mulher usando Emotional Phone (Foto: Reprodução) |
Telefonia sensorial
Este projeto de telefones ‘emocionais’ teria como recurso principal a transmissão, de certa forma, mais completa de manifestações de afeto. Para tanto, ele utilizaria acessórios, como sensores de força e uma faixa, que ao envolver a mão que o segura, daria a sensação de aperto dela, caso o usuário recebesse um cumprimento manual, originário de um apertão dado em outro telefone por um amigo.
Se este tipo de simulação já o deixou bastante desorientado, saiba que o carro-chefe deste produto seria um (incrível) simulador de beijo. Seu funcionamento seria equivalente ao do aperto de mão virtual, só fazendo uso de um sensor de umidade no telefone, indicativo de quão molhado você gostaria de beijar a pessoa, e uma esponja umidificada, responsável por essa esquisita sinestesia high tech, levando essa experiência desde o campo dos beijos ‘estalinho’ até às mais molhadas materializações de carinho. O protótipo também é capaz de medir o volume de ar respirado pelo usuário, e demonstrar isso a quem esteja do outro lado da linha, talvez para demonstrar fisicamente quanto uma pessoa está ofegante para chegar à reunião ou à festinha do sobrinho; enfim.
Você compraria?
A premissa mercadológica de Fabien Hemmert para seu projeto é de que há duas formas de se comunicar com telefones: a que envolve troca de informações puras; sem muito envolvimento emocional, e a relacionada a manter contato com quem gostamos. Portanto, seu projeto seria uma forma de minimizar o volume de possíveis carências causadas pelo distanciamento. Ainda perguntado sobre a pertinência do modelo e sua inserção mercadológica, Hemmert afirma: “Me perguntam se queremos isto; e a pergunta que cabe deve ser feita a nós: desejamos esse tipo de proximidade, agora possível via telefone?”
E você, teria um dos telefones desenvolvido pelo designer? Deixe sua resposta na seção de comentários.
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