Platão, falecido em 347 a. C., foi um filósofo, matemático, autor de diálogos filosóficos e fundador da Academia de Atenas, a primeira instituição de ensino superior. Ao lado de seu mentor, Sócrates, e seu aluno, Aristóteles, Platão ajudou a fincar os alicerces da ciência e da filosofia ocidental. Na famosa opinião do filósofo Whitehad “A mais judiciosa caracterização da tradição filosófica européia é que ela não passa de uma série de notas de rodapé do pensamento de Platão.”
A sofisticação de Platão como escritor é evidente nos seus Diálogos socráticos que têm sido usados para ensinar uma série de disciplinas como filosofia, lógica, ética, retórica e matemática.
Diferente de Sócrates, filho do povo, Platão nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C., de abastada e nobre progênie. Temperamento artístico e dialético, deu livre curso ao seu talento poético, que o acompanhou durante a vida, manifestando-se na expressão estética de seus escritos o que acabou prejudicando em parte a precisão e a ordem do seu pensamento.
Aos 20 anos, Platão conheceu Sócrates, mais velho 40 anos, gozando por 8 anos do ensinamento e da amizade do mestre. Quando o mestre morreu, Platão viajou para o Egito e Itália, estudou com pupilos de Pitágoras e passou vários anos aconselhando a família governante de Dionísio o Antigo, tirano de Siracusa. Caindo em desgraça pela sua fraqueza, foi vendido como escravo. Libertado graças a um amigo, voltou a Atenas.
Em 387, funda uma escola nos jardins de Academo, de onde nasceu a expressão Academia. Levantou em sua propriedade perto de Ática um templo às musas, que foi conservada pela Academia durante quase um milênio, até o imperador Justiniano (529 d.C.).
Para os estudantes, Platão tentou repasssar o legado do pensamento socrático como guiar seu progresso por meio do raciocínio matemático com o fim de atingir a verdade filosófica abstrata. Os diálogos escritos que tornaram perenes sua reputação ainda se prestam a ambos os objetivos.
Em seus primeiros trabalhos, buscou transmitir o espírito dos ensinamentos de Sócrates expondo relatos acurados das conversações do mestre. Os diálogos iniciais são tipicamente dedicados à investigação de uma única ideia, sobre a qual um resultado conclusivo raramente é alcançado. Euthyphro levanta uma dúvida significativa se uma ação moralmente correta pode ser definida em termos de aprovação divina ao realçar o dilema do apelo à autoridade em defesa de julgamentos morais. Apologya apresenta uma descrição da vida filosófica como a que Sócrates levantou em sua própria defesa perante o júri ateniense. Crito vale-se das circunstâncias da prisão do sábio para questionar se a recusa do cidadão em obedecer ao Estado pode ser justificada.
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Embora sigam servindo-se do loquaz Sócrates como um personagem ficcional, os diálogos intermediários de Platão desenvolvem, expressam e definem suas próprias conclusões acerca de questões filosóficas centrais. Começando com o Meno, por exemplo, não somente expõe a noção socrática de que ninguém deliberadamente comete erro, mas também introduz a doutrina da recordação numa tentativa de descobrir se a virtude pode ou não ser ensinada. Phaedo continua desenvolvendo as noções platônicas ao apresentar a teoria das Formas como suporte para uma série de argumentos que pretendem demonstrar a imortalidade da alma humana.
A obra-prima desse período é a Politeia (Republica). Principia com uma conversação acerca da natureza da justiça, mas avança numa extensa discussão sobre as virtudes da justiça, da sabedoria, da coragem e da moderação como elas se apresentam tanto aos indivíduos como à sociedade como um todo. A exposição de seu plano para uma sociedade ou pessoa ideal mereceu relatos detalhados de conhecimento humano e sobre o tipo de programa educacional que pode ser administrado ao homem e à mulher, captado numa poderosa imagem das possibilidades para a vida humana na alegoria da caverna. O diálogo conclui com uma crítica das várias formas de governo, uma explícita descrição de um Estado ideal, em que somente os filósofos estariam aptos a governar. Platão tratou também da emoção humana em geral e do amor em particular no Phaedrus e no Symposium.
Os últimos textos de Platão modificam ou abandonam por completo a estrutura formal de diálogo. Incluem um exame crítico da teoria das Formas em Parmenydes, uma extensa discussão do problema do conhecimento em Theaetetus, especulações cosmológicas em Timaeus e um tratamento da governança no inacabado Legis.
A sofisticação de Platão como escritor é evidente nos seus Diálogos socráticos que têm sido usados para ensinar uma série de disciplinas como filosofia, lógica, ética, retórica e matemática.
Diferente de Sócrates, filho do povo, Platão nasceu em Atenas, em 428 ou 427 a.C., de abastada e nobre progênie. Temperamento artístico e dialético, deu livre curso ao seu talento poético, que o acompanhou durante a vida, manifestando-se na expressão estética de seus escritos o que acabou prejudicando em parte a precisão e a ordem do seu pensamento.
Aos 20 anos, Platão conheceu Sócrates, mais velho 40 anos, gozando por 8 anos do ensinamento e da amizade do mestre. Quando o mestre morreu, Platão viajou para o Egito e Itália, estudou com pupilos de Pitágoras e passou vários anos aconselhando a família governante de Dionísio o Antigo, tirano de Siracusa. Caindo em desgraça pela sua fraqueza, foi vendido como escravo. Libertado graças a um amigo, voltou a Atenas.
Em 387, funda uma escola nos jardins de Academo, de onde nasceu a expressão Academia. Levantou em sua propriedade perto de Ática um templo às musas, que foi conservada pela Academia durante quase um milênio, até o imperador Justiniano (529 d.C.).
Para os estudantes, Platão tentou repasssar o legado do pensamento socrático como guiar seu progresso por meio do raciocínio matemático com o fim de atingir a verdade filosófica abstrata. Os diálogos escritos que tornaram perenes sua reputação ainda se prestam a ambos os objetivos.
Em seus primeiros trabalhos, buscou transmitir o espírito dos ensinamentos de Sócrates expondo relatos acurados das conversações do mestre. Os diálogos iniciais são tipicamente dedicados à investigação de uma única ideia, sobre a qual um resultado conclusivo raramente é alcançado. Euthyphro levanta uma dúvida significativa se uma ação moralmente correta pode ser definida em termos de aprovação divina ao realçar o dilema do apelo à autoridade em defesa de julgamentos morais. Apologya apresenta uma descrição da vida filosófica como a que Sócrates levantou em sua própria defesa perante o júri ateniense. Crito vale-se das circunstâncias da prisão do sábio para questionar se a recusa do cidadão em obedecer ao Estado pode ser justificada.
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Parte de P.Oxy. LII 3679, com trecho da República, de Platão
A obra-prima desse período é a Politeia (Republica). Principia com uma conversação acerca da natureza da justiça, mas avança numa extensa discussão sobre as virtudes da justiça, da sabedoria, da coragem e da moderação como elas se apresentam tanto aos indivíduos como à sociedade como um todo. A exposição de seu plano para uma sociedade ou pessoa ideal mereceu relatos detalhados de conhecimento humano e sobre o tipo de programa educacional que pode ser administrado ao homem e à mulher, captado numa poderosa imagem das possibilidades para a vida humana na alegoria da caverna. O diálogo conclui com uma crítica das várias formas de governo, uma explícita descrição de um Estado ideal, em que somente os filósofos estariam aptos a governar. Platão tratou também da emoção humana em geral e do amor em particular no Phaedrus e no Symposium.
Os últimos textos de Platão modificam ou abandonam por completo a estrutura formal de diálogo. Incluem um exame crítico da teoria das Formas em Parmenydes, uma extensa discussão do problema do conhecimento em Theaetetus, especulações cosmológicas em Timaeus e um tratamento da governança no inacabado Legis.
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