do BLOG PROJETO NACIONAL
O gráfico que ilustra este post foi tirado do Estadão. Mais precisamente de uma matéria que diz que o poder de compra do salário mínimo dobrou.
O que é verdade.
E diz que isso aconteceu desde o Plano Real, quando o salário mínimo comprava uma cesta básica, enquanto hoje compra mais de duas.
O que também é verdade.
Meia-verdade.
Porque você pode, só de olhar o gráfico, ver que este aumento do salário mínimo em relação à cesta básica tem dois momentos distintos.
Um na área que a gente sombreou de azul, no período Fernando Henrique. Outra, sombreada de vermelho, com Lula, onde acontece a mesma tendência da terceira etapa, o governo Dilma.
Em números, segundo o Dieese:
Ao assumir Fernando Henrique, o salário era de R$ 70 e a cesta básica, em São Paulo, custava R$ 86,81. O salário, portanto, nem para comprar a cesta dava.
Ao sair do governo, em desembro de 2002, o salário era de R$ 200 e a cesta básica, R$ 158,73. Sobravam, portanto R$ 41,27 para o trabalhador, depois das compras, um quinto do salário.
Lula assumiu o Governo com a cesta básica, em janeiro de 2003, valendo R$ 162,79, ou 81,4% do mínimo, ainda em R$ 200. Depois das compras, sobrava menos ainda: R$ 37,21.
E deixou o governo para Dilma, em dezembro de 2010, com o salário a R$ 510 e a cesta básica na capital paulista a 265,15. Isto é, depois das compras essenciais, restavam R$ 254,85, a metade do salário mínimo.
Agora, com o reajuste proposto por Dilma Rousseff para o ano que vem, passando o salário para R$ 619,27 e considerando que a cesta básica suba os 6,1% estimados pelo cálculo do Governo, ela passaria a R$ 270,40. Estimativa, claro: pode ficar em pouco mais ou pouco menos do que neste valor.
Assim , depois das compras, restaria a este trabalhador de salário mínimo a quantia de R$ 349,60, ou 56,45% do seu salário.
Assim, é verdade que o salário mínimo dobrou de valor em relação à cesta básica tanto quanto é verdade que quando você sai da sua casa e vai a Manaus táxi até o aeroporto.
E quando chega lá e perguntam como você foi até Manaus, você responde: vim de táxi e de avião.
Não deixa de ser verdade.
O gráfico que ilustra este post foi tirado do Estadão. Mais precisamente de uma matéria que diz que o poder de compra do salário mínimo dobrou.
O que é verdade.
E diz que isso aconteceu desde o Plano Real, quando o salário mínimo comprava uma cesta básica, enquanto hoje compra mais de duas.
O que também é verdade.
Meia-verdade.
Porque você pode, só de olhar o gráfico, ver que este aumento do salário mínimo em relação à cesta básica tem dois momentos distintos.
Um na área que a gente sombreou de azul, no período Fernando Henrique. Outra, sombreada de vermelho, com Lula, onde acontece a mesma tendência da terceira etapa, o governo Dilma.
Em números, segundo o Dieese:
Ao assumir Fernando Henrique, o salário era de R$ 70 e a cesta básica, em São Paulo, custava R$ 86,81. O salário, portanto, nem para comprar a cesta dava.
Ao sair do governo, em desembro de 2002, o salário era de R$ 200 e a cesta básica, R$ 158,73. Sobravam, portanto R$ 41,27 para o trabalhador, depois das compras, um quinto do salário.
Lula assumiu o Governo com a cesta básica, em janeiro de 2003, valendo R$ 162,79, ou 81,4% do mínimo, ainda em R$ 200. Depois das compras, sobrava menos ainda: R$ 37,21.
E deixou o governo para Dilma, em dezembro de 2010, com o salário a R$ 510 e a cesta básica na capital paulista a 265,15. Isto é, depois das compras essenciais, restavam R$ 254,85, a metade do salário mínimo.
Agora, com o reajuste proposto por Dilma Rousseff para o ano que vem, passando o salário para R$ 619,27 e considerando que a cesta básica suba os 6,1% estimados pelo cálculo do Governo, ela passaria a R$ 270,40. Estimativa, claro: pode ficar em pouco mais ou pouco menos do que neste valor.
Assim , depois das compras, restaria a este trabalhador de salário mínimo a quantia de R$ 349,60, ou 56,45% do seu salário.
Assim, é verdade que o salário mínimo dobrou de valor em relação à cesta básica tanto quanto é verdade que quando você sai da sua casa e vai a Manaus táxi até o aeroporto.
E quando chega lá e perguntam como você foi até Manaus, você responde: vim de táxi e de avião.
Não deixa de ser verdade.
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