do BLOG PROJETO NACIONAL
Os nossos “sabe-tudo” dizem que o Banco Central ter justificado a queda na taxa de juros por conta de um agravamento da crise mundial foi não apenas “precipitado” como um diagnóstico tratado quase que como uma desculpa para ceder à pressão do Governo e baixar meio ponto a Selic. E lembremos que não é meio ponto de 1,5% para um, o que é muito, mas de 12,5% para 12%, o que é quase nada.
Hoje, a revista alemã Der Spiegel publica uma entrevista onde a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, fala que considera “iminente” uma recessão global, embora ainda mantenha a esperança de que isso seja evitado. Uma esperança que admite que é necessário capitalizar o sistema bancário europeu ( e americano) mas que não é capaz de apontar a origem possível para essa recapitalização, porque a fonte da capitalização bancária feita em 2008/2009 – os tesouros nacionais dos países desenvolvidos – está exaurida.
Será que Mme. Lagarde, uma notória conservadora, está sendo “precipitada”? Será que está falando em recessão iminente se já não tem certeza técnica de que ela é não iminente, mas já está em curso? Ou seria imaginável que ela não pesasse o peso das palavras, na posição que ocupa?
A nova chefe do FMI ou qualquer outra pessoa tem o poder de adivinhar a profundidade e a duração deste movimento recessivo. Mas ela e qualquer pessoa minimamente informada sabe que ele não virá, mas já veio.
O “grande problema” da decisão do Banco Central para o ser simbiótico “mercadomídia” não foi a avaliação da situação mundial, não foi a política de austeridade fiscal, não foi o risco inflacionário, nada disso.
O grande horror foi ver mais o Banco Central e a política econômica do governo assumirem o papel de líderes, de apontadores da direção que a economia deve tomar e não se conformarem de andar a reboque dos seus interesses.
Porque o papel que vêem no Estado, em matéria econômica, é apenas recolher renda da população e transferir-lhes na forma de juros.
Por isso, a decisão do Banco Central foi tratada na mídia, como afirma hoje Marcos Coimbra no artigo que aqui se reproduz, quase como um ato de banditismo.
Pois não é traição não ouvir e obedecer à voz do dono e aos donos da voz?
Os nossos “sabe-tudo” dizem que o Banco Central ter justificado a queda na taxa de juros por conta de um agravamento da crise mundial foi não apenas “precipitado” como um diagnóstico tratado quase que como uma desculpa para ceder à pressão do Governo e baixar meio ponto a Selic. E lembremos que não é meio ponto de 1,5% para um, o que é muito, mas de 12,5% para 12%, o que é quase nada.
Hoje, a revista alemã Der Spiegel publica uma entrevista onde a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, fala que considera “iminente” uma recessão global, embora ainda mantenha a esperança de que isso seja evitado. Uma esperança que admite que é necessário capitalizar o sistema bancário europeu ( e americano) mas que não é capaz de apontar a origem possível para essa recapitalização, porque a fonte da capitalização bancária feita em 2008/2009 – os tesouros nacionais dos países desenvolvidos – está exaurida.
Será que Mme. Lagarde, uma notória conservadora, está sendo “precipitada”? Será que está falando em recessão iminente se já não tem certeza técnica de que ela é não iminente, mas já está em curso? Ou seria imaginável que ela não pesasse o peso das palavras, na posição que ocupa?
A nova chefe do FMI ou qualquer outra pessoa tem o poder de adivinhar a profundidade e a duração deste movimento recessivo. Mas ela e qualquer pessoa minimamente informada sabe que ele não virá, mas já veio.
O “grande problema” da decisão do Banco Central para o ser simbiótico “mercadomídia” não foi a avaliação da situação mundial, não foi a política de austeridade fiscal, não foi o risco inflacionário, nada disso.
O grande horror foi ver mais o Banco Central e a política econômica do governo assumirem o papel de líderes, de apontadores da direção que a economia deve tomar e não se conformarem de andar a reboque dos seus interesses.
Porque o papel que vêem no Estado, em matéria econômica, é apenas recolher renda da população e transferir-lhes na forma de juros.
Por isso, a decisão do Banco Central foi tratada na mídia, como afirma hoje Marcos Coimbra no artigo que aqui se reproduz, quase como um ato de banditismo.
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