do PORTAL IG
Severino Motta, iG Brasília
Ex-ministro reclamou da falta de provas e disse que queriam tirá-lo do cargo "no grito"

Foto: AE
O ministro do Esporte, Orlando Silva, cobrou apresentação de provas
Nos dias que antecederam a saída de Orlando Silva do Ministério do Esporte, o comunista deu entrevistas coletivas e prestou depoimentos na Câmara e no Senado. Além de tentar desqualificar seu acusador, o PM João Dias, que chegou a ser preso por suspeita de desvio de recursos do Programa Segundo Tempo, o ex-chefe da pasta disse que nunca apareceriam provas para incriminá-lo, e que estavam tentando lhe tirar do Ministério “no grito”.
Veja abaixo algumas das frases de Orlando em seus últimos dias como ministro:
- Querem tirar um ministro do cargo no grito.
- É inaceitável compactuar com uma acusação sem provas. Já se foram cinco dias, uma semana, e eu pergunto: onde estão as provas de que me acusam?
- Não há, não houve e não haverá qualquer prova contra mim.
- Quem faz a agressão? Eu aconselho que procurem informações. Trata-se de um desqualificado, um criminoso, uma pessoa que foi presa, uma fonte bandida.
- Eu determinei, exigi, eu mandei que o desvio identificado fosse corrigido e o dinheiro público fosse recuperado.
- Se há o que denunciar, que faça. Faça e prove o que diz. Até aqui esse desqualificado falou e não provou o que diz. Quem tem provas do mal feito por eles sou eu e elas estão aqui (referindo-se à investigações nas contas das ONGs de João Dias).
- Nós autorizamos diligências para colher informações. Desde 2008 o governo trabalha para devolver os recursos, desde então combatemos o malfeito, exigindo a devolução do dinheiro público. É o Ministério do Esporte que combate a corrupção. Não interessa qual seja a entidade, a quem seja vinculada. Esse é o padrão do que fazemos.
- Considero muito grave algumas afirmações, de que não importa a apuração, não importa o processo, o que importa é que há uma denúncia. Lembrei do tribunal de Nuremberg, do dito brasileiro ‘as favas os escrúpulos’. Isso é um tribunal de exceção. Acusar alguém e não provar, acusar alguém sem o devido processo é fazer um tribunal de exceção. Isso tangencia para o fascismo.
- Coloquei meu sigilo fiscal, bancário e telefônico à disposição. Eu sei qual meu compromisso ético. Da mesma maneira que fiz questão de impetrar a abertura de apuração para desnudar tudo o que está escrito na reportagem [da revista Veja].
- Foram publicadas mentiras e pretendo acionar judicialmente os envolvidos. Rechaço todas as afirmações e pode haver objetivos políticos atrás dessas denúncias.
Severino Motta, iG Brasília
Ex-ministro reclamou da falta de provas e disse que queriam tirá-lo do cargo "no grito"
Foto: AE
O ministro do Esporte, Orlando Silva, cobrou apresentação de provas
Nos dias que antecederam a saída de Orlando Silva do Ministério do Esporte, o comunista deu entrevistas coletivas e prestou depoimentos na Câmara e no Senado. Além de tentar desqualificar seu acusador, o PM João Dias, que chegou a ser preso por suspeita de desvio de recursos do Programa Segundo Tempo, o ex-chefe da pasta disse que nunca apareceriam provas para incriminá-lo, e que estavam tentando lhe tirar do Ministério “no grito”.
Veja abaixo algumas das frases de Orlando em seus últimos dias como ministro:
- Querem tirar um ministro do cargo no grito.
- É inaceitável compactuar com uma acusação sem provas. Já se foram cinco dias, uma semana, e eu pergunto: onde estão as provas de que me acusam?
- Não há, não houve e não haverá qualquer prova contra mim.
- Quem faz a agressão? Eu aconselho que procurem informações. Trata-se de um desqualificado, um criminoso, uma pessoa que foi presa, uma fonte bandida.
- Eu determinei, exigi, eu mandei que o desvio identificado fosse corrigido e o dinheiro público fosse recuperado.
- Se há o que denunciar, que faça. Faça e prove o que diz. Até aqui esse desqualificado falou e não provou o que diz. Quem tem provas do mal feito por eles sou eu e elas estão aqui (referindo-se à investigações nas contas das ONGs de João Dias).
- Nós autorizamos diligências para colher informações. Desde 2008 o governo trabalha para devolver os recursos, desde então combatemos o malfeito, exigindo a devolução do dinheiro público. É o Ministério do Esporte que combate a corrupção. Não interessa qual seja a entidade, a quem seja vinculada. Esse é o padrão do que fazemos.
- Considero muito grave algumas afirmações, de que não importa a apuração, não importa o processo, o que importa é que há uma denúncia. Lembrei do tribunal de Nuremberg, do dito brasileiro ‘as favas os escrúpulos’. Isso é um tribunal de exceção. Acusar alguém e não provar, acusar alguém sem o devido processo é fazer um tribunal de exceção. Isso tangencia para o fascismo.
- Coloquei meu sigilo fiscal, bancário e telefônico à disposição. Eu sei qual meu compromisso ético. Da mesma maneira que fiz questão de impetrar a abertura de apuração para desnudar tudo o que está escrito na reportagem [da revista Veja].
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