PÚBLICO
CLÁUDIA BANCALEIRO
Cerca de duas semanas depois da morte de Aaron Swartz, o grupo de hackers volta a atacar em sua homenagem e contra a justiça norte-americana.
O grupo de hackers Anonymous atacou no último fim-de-semana o site da comissão de sentenças dos Estados Unidos, associado ao Departamento de Justiça. Tratou-se de um protesto contra a morte do programador informático norte-americano Aaron Swartz. A página online foi substituída por um vídeo em que o grupo ameaça revelar dados confidenciais do governo e que afirma ter copiado durante o ataque informático.
Cerca de duas semanas depois do aparente suicídio de Aaron Swartz, aos 26 anos, os Anonymous voltaram a escolher um alvo para condenar o processo que levou a este trágico desfecho.
No sábado, o site da U.S. Sentencing Commission foi atacado e uma mensagem foi colocada no lugar da informação de abertura da página, na qual era defendido que com o suicídio de Swartz foram ultrapassados limites.
Um vídeo foi também publicado. Ao longo de quase dez minutos, os Anonymous homenageiam o trabalho de Swartz e condenam a actuação do governo e das autoridades norte-americanas. Afirmam ainda ter conseguido aceder a sistemas informáticos governamentais e copiado informações confidenciais que ameaçam agora tornar públicas.
No vídeo, o grupo afirma que Swartz foi vítima de uma “perversão de justiça distorcida” e condena as regras federais com que se constroem sentenças que permitem enganar os “cidadãos quanto ao seu direito constitucional de um julgamento justo”. Nesta segunda-feira de manhã, a página da U.S. Sentencing Commission continuava indisponível.
Swartz terá cometido suicídio a poucas semanas do seu julgamento pela acusação de fazer o download ilegal de 4,8 milhões de documentos científicos e literários (quase a totalidade do arquivo) da plataforma na Internet intitulada JSTOR, através da rede do Massachussets Institute of Technology (MIT) . Se fosse condenado, estaria sujeito a uma pena de até 30 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de um milhão de dólares. O MIT acabou por ser acusado pela família de Swartz de ser responsável pela morte do jovem e o governo norte-americano criticado por estabelecer uma pena demasiado pesada para um caso como este.
O instituto foi o primeiro alvo dos Anonymous no caso Aaron Swartz. Dias após a morte, o grupo atacou pelo menos dois sites associados ao MIT. “Tenha o Governo [norte-americano] contribuído ou não para o suicídio, a perseguição do Governo a Swartz foi uma decisão grotesca da justiça”. “As acções de Aaron foram, sem dúvida alguma, activismo político e tiveram consequências trágicas”, podia ler-se nas páginas atacadas.
Depois do ataque de sábado, o FBI iniciou uma investigação. Num comunicado assinado pelo assistente executivo do director do departamento de resposta ao cibercrime, Richard McFeely, o FBI diz que teve conhecimento do ataque “assim que aconteceu” e que está a “desenvolver uma investigação criminal”. “Ficamos sempre preocupados quando alguém acede ilegalmente aos dados de uma pessoa ou de uma agência governamental”, acrescenta a nota.
CLÁUDIA BANCALEIRO
Cerca de duas semanas depois da morte de Aaron Swartz, o grupo de hackers volta a atacar em sua homenagem e contra a justiça norte-americana.
Swartz morreu a semanas de ser julgado por download ilegal de documentos científicos e literários NOAH BERGER/REUTERS
Cerca de duas semanas depois do aparente suicídio de Aaron Swartz, aos 26 anos, os Anonymous voltaram a escolher um alvo para condenar o processo que levou a este trágico desfecho.
No sábado, o site da U.S. Sentencing Commission foi atacado e uma mensagem foi colocada no lugar da informação de abertura da página, na qual era defendido que com o suicídio de Swartz foram ultrapassados limites.
Um vídeo foi também publicado. Ao longo de quase dez minutos, os Anonymous homenageiam o trabalho de Swartz e condenam a actuação do governo e das autoridades norte-americanas. Afirmam ainda ter conseguido aceder a sistemas informáticos governamentais e copiado informações confidenciais que ameaçam agora tornar públicas.
No vídeo, o grupo afirma que Swartz foi vítima de uma “perversão de justiça distorcida” e condena as regras federais com que se constroem sentenças que permitem enganar os “cidadãos quanto ao seu direito constitucional de um julgamento justo”. Nesta segunda-feira de manhã, a página da U.S. Sentencing Commission continuava indisponível.
Swartz terá cometido suicídio a poucas semanas do seu julgamento pela acusação de fazer o download ilegal de 4,8 milhões de documentos científicos e literários (quase a totalidade do arquivo) da plataforma na Internet intitulada JSTOR, através da rede do Massachussets Institute of Technology (MIT) . Se fosse condenado, estaria sujeito a uma pena de até 30 anos de prisão e ao pagamento de uma multa de um milhão de dólares. O MIT acabou por ser acusado pela família de Swartz de ser responsável pela morte do jovem e o governo norte-americano criticado por estabelecer uma pena demasiado pesada para um caso como este.
O instituto foi o primeiro alvo dos Anonymous no caso Aaron Swartz. Dias após a morte, o grupo atacou pelo menos dois sites associados ao MIT. “Tenha o Governo [norte-americano] contribuído ou não para o suicídio, a perseguição do Governo a Swartz foi uma decisão grotesca da justiça”. “As acções de Aaron foram, sem dúvida alguma, activismo político e tiveram consequências trágicas”, podia ler-se nas páginas atacadas.
Depois do ataque de sábado, o FBI iniciou uma investigação. Num comunicado assinado pelo assistente executivo do director do departamento de resposta ao cibercrime, Richard McFeely, o FBI diz que teve conhecimento do ataque “assim que aconteceu” e que está a “desenvolver uma investigação criminal”. “Ficamos sempre preocupados quando alguém acede ilegalmente aos dados de uma pessoa ou de uma agência governamental”, acrescenta a nota.

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