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O estado de saúde de Hugo Chávez mergulhou a Venezuela num clima de “guerra psicológica” que o partido no governo imputa à oposição e aos media estrangeiros.
O vice-presidente, Nicolás Maduro, visitou uma fábrica de café, juntamente com o presidente da assembleia nacional, Diosdado Cabello.
Uma imagem para desmentir uma eventual guerra interna pela sucessão e a oportunidade de transmitir uma mensagem de Chávez. “O Presidente Chávez está consciente das circunstâncias em que se encontra e que são complexas. Está consciente da batalha que enfrenta e ele tem espírito de lutador, como sempre… Está a lutar com a força de sempre, a energia de sempre e a confiança e a segurança de sempre. E foi isso que nos pediu que transmitíssemos ao povo”, afirmou Nicolás Maduro, que regressou esta noite, de Cuba, onde Chávez se encontra internado a receber tratamento.
O ministro da Informação, Ernesto Villegas, por seu lado, alerta: “O governo da República Bolivariana da Venezuela adverte o povo venezuelano sobre a guerra psicológica que os media internacionais desencadearam, em torno da saúde do chefe de Estado, com a finalidade de desestabilizar a República Bolivariana da Venezuela.”
Declarações oficiais que fazem eco da imprensa, incluindo a nacional, que começa já a falar da época pós-Chávez, o que não assusta a população. “Chávez pode morrer, mas não a revolução. A revolução continua. Revolucionários, somos todos”, afirma, nas ruas de Caracas, uma mulher, enquanto um homem diz: “Temos de esperar, penso eu, para ver o que se vai passar.”
Chávez sofre de uma grave infeção pulmonar, na sequência da quarta intervenção contra o cancro, em ano e meio – dois meses apenas depois de ter sido reeleito para um mandato de mais seis anos.
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