Por Altamiro Borges


O Fundo Monetário Internacional (FMI), organismo responsável pela quebradeira de várias economias do mundo e pelo desemprego e miséria de milhões de habitantes no planeta, divulgou na semana passada uma moção de “censura” ao governo da Argentina. A nefasta instituição alega que o governo do país vizinho manipula os índices de inflação. A “censura” é o primeiro passo de um processo que pode resultar na expulsão da Argentina do FMI, como se este organismo prestasse para alguma coisa nos dias atuais.


Aristocrática e petulante, a capataz do órgão, Christine Lagarde, já havia antecipado a medida em setembro passado. Na ocasião, ela afirmou que “a Argentina já tem o cartão amarelo, agora tem de escolher se quer o cartão vermelho”. De pronto, a altiva presidenta Cristina Kirchner respondeu durante a assembleia da ONU: “A Argentina não é um time de futebol, mas sim um país soberano”. Agora, o FMI volta à carga com sua “censura”. O organismo que destrói as economias europeias volta a meter o bedelho na América Latina.

Os argentinos e latino-americanos sabem o que significa o famigerado FMI. No triste reinado de FHC, o Brasil ficou recém deste antro que representa os interesses dos banqueiros. Os três acordos firmados com o Fundo resultaram em milhares de demissões, retirada de direitos trabalhistas e brutal arrocho salarial. No caso da Argentina, a presidente Cristina, juntamente com seu marido, projetou-se exatamente por combater suas receitas amargas, que levaram o país ao colapso. Quem, de fato, merece a censura dos povos é o FMI!


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