Poder Online
Prestes a se filiar ao PT para concorrer a uma vaga de deputado federal, o ator José de Abreu, 68, diz estar diante de um dilema ao se lançar na carreira política. “Minha dúvida é onde posso servir melhor ao povo, ao partido (PT): na Globo ou como candidato a deputado? É isso que tenho pensado.”
Ao Poder Online, Abreu, que é próximo de petistas como o ex-ministro José Dirceu, diz ter tratado diretamente com o ex-presidente Lula os detalhes da filiação. E, se chegar ao Congresso, defenderá propostas como a legalização do aborto, o casamento gay e a liberação de drogas “mais leves”. “Pelo menos nisso, eu fecho com FHC.”
Quando será a sua filiação ao PT?
Ainda não tem data marcada, estou esperando o Lula vir ao Rio. Estive com ele há 15 dias, para conversar sobre a filiação e possível candidatura. Combinamos que quando ele puder vir ao Rio, ele irá assistir a minha peça “Bonifácio Bilhões”, que discute ética e dá para fazer uma relação entre FHC e Lula, e depois faremos um ato para assinar a ficha. Também vamos fazer uma campanha de filiação ao PT do Rio.
Como será sua postura como político?
Quero levantar bandeiras mais modernas, além das normais do PT de diminuição da miséria, da diferença social, erradicação da pobreza. Sou a favor do aborto, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da liberação das drogas mais leves. Pelo menos nisso, eu fecho com o FHC. Os Estados Unidos gastaram trilhões de dólares para combater a maconha, por exemplo, e perderam a luta.
Você usa muito o Twitter. Você acha a internet uma ferramenta importante para a política?
Não há o que discutir, tenho internet desde 1994. A chegada do Twitter foi uma coisa natural. Meu Twitter é um alter-ego, é uma persona. Todo mundo é lá. Nem nos bares mais ralés, bêbadas, as pessoas falam o que falam no Twitter, daria crime de morte. Atrás dos mouses, as pessoas ficam valentes.
Não se incomoda com as críticas?
Não me irrito com nada, levo tudo na boa. O que me irrita é a indignação seletiva. Eu tive uma discussão com Pedro Taques. Ele detonava a Dilma o tempo todo e era muito ligado ao Demóstenes. Então por que não sai da base? Eu reajo muito a essa postura do juiz, que aponta muito o dedo, rígido, que não sorri muito. Demóstenes e Pedro tinham isso. Eu estudei muito Wilhelm Reich, eu desconfio de gente assim. O Renan foi ministro da Justiça, se ele saísse, o Marconi Perillo entraria no lugar dele e o Perillo queria acabar com o PT. É um jogo político. Se o Renan tivesse saído e entrado o Perillo, nós estávamos fritos. Perillo não se elege nem fiscal de quarteirão mais, imagina o Senado na mão dele. E pra ser senador e ministro do FHC, o Renan serve, pra ser presidente do Senado não? É preciso acabar com o voto secreto, com esses escândalos seletivos. Defendo a abertura de tudo, essa vai ser minha postura. Voto secreto é um aborto jurídico.
Mas não se governa sem acordos políticos, não?
Eu sei. Não sou ingênuo, vou entrar de coração aberto, mas não vou perder minha integridade, minha vontade de lutar pelo Brasil. Eu posso errar, mas eu vou incomodar, eu não sei quanto tempo vai durar. Se eu entrar nessa briga, é em função de um passado político que tenho.
Ao Poder Online, Abreu, que é próximo de petistas como o ex-ministro José Dirceu, diz ter tratado diretamente com o ex-presidente Lula os detalhes da filiação. E, se chegar ao Congresso, defenderá propostas como a legalização do aborto, o casamento gay e a liberação de drogas “mais leves”. “Pelo menos nisso, eu fecho com FHC.”
Quando será a sua filiação ao PT?
Ainda não tem data marcada, estou esperando o Lula vir ao Rio. Estive com ele há 15 dias, para conversar sobre a filiação e possível candidatura. Combinamos que quando ele puder vir ao Rio, ele irá assistir a minha peça “Bonifácio Bilhões”, que discute ética e dá para fazer uma relação entre FHC e Lula, e depois faremos um ato para assinar a ficha. Também vamos fazer uma campanha de filiação ao PT do Rio.
Como será sua postura como político?
Quero levantar bandeiras mais modernas, além das normais do PT de diminuição da miséria, da diferença social, erradicação da pobreza. Sou a favor do aborto, do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da liberação das drogas mais leves. Pelo menos nisso, eu fecho com o FHC. Os Estados Unidos gastaram trilhões de dólares para combater a maconha, por exemplo, e perderam a luta.
Você usa muito o Twitter. Você acha a internet uma ferramenta importante para a política?
Não há o que discutir, tenho internet desde 1994. A chegada do Twitter foi uma coisa natural. Meu Twitter é um alter-ego, é uma persona. Todo mundo é lá. Nem nos bares mais ralés, bêbadas, as pessoas falam o que falam no Twitter, daria crime de morte. Atrás dos mouses, as pessoas ficam valentes.
Não se incomoda com as críticas?
Não me irrito com nada, levo tudo na boa. O que me irrita é a indignação seletiva. Eu tive uma discussão com Pedro Taques. Ele detonava a Dilma o tempo todo e era muito ligado ao Demóstenes. Então por que não sai da base? Eu reajo muito a essa postura do juiz, que aponta muito o dedo, rígido, que não sorri muito. Demóstenes e Pedro tinham isso. Eu estudei muito Wilhelm Reich, eu desconfio de gente assim. O Renan foi ministro da Justiça, se ele saísse, o Marconi Perillo entraria no lugar dele e o Perillo queria acabar com o PT. É um jogo político. Se o Renan tivesse saído e entrado o Perillo, nós estávamos fritos. Perillo não se elege nem fiscal de quarteirão mais, imagina o Senado na mão dele. E pra ser senador e ministro do FHC, o Renan serve, pra ser presidente do Senado não? É preciso acabar com o voto secreto, com esses escândalos seletivos. Defendo a abertura de tudo, essa vai ser minha postura. Voto secreto é um aborto jurídico.
Mas não se governa sem acordos políticos, não?
Eu sei. Não sou ingênuo, vou entrar de coração aberto, mas não vou perder minha integridade, minha vontade de lutar pelo Brasil. Eu posso errar, mas eu vou incomodar, eu não sei quanto tempo vai durar. Se eu entrar nessa briga, é em função de um passado político que tenho.

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