Três curtas-metragens brasileiros concorrem na mostra Geração, entre eles a inédita coprodução brasileiro-vietnamita “O caminhão de meu pai”, de Maurício Osaki

Rui Martins,
de Berlim (Alemanha)

Curta-metragem "O caminhão do meu pai" concorre na mostra Geração do
Festival de Berlim - Foto: Reprodução/Berlinale

O Brasil não tem longa-metragem na competição da 63ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), que acontece entre os dias 7 e 17 de fevereiro, mas concorre com três curtas na mostra Geração, entre eles a inédita coprodução brasileiro-vietnamita “O caminhão de meu pai”, de Maurício Osaki.

Os outros dois curtas – “Desestimação”, de Ricardo de Podestá, e “O pacote”, de Rafael Aidar – revelam uma nova geração emergente de cineastas brasileiros, preparando-se para ocupar o espaço deixado vazio pelos veteranos do cinema nacional.

Esse mesmo quadro se revela, de maneira mais marcante, na competição internacional, onde cineastas e atores internacionais consagrados concorrem com realizadores em início de carreira. É o caso de Gus van Sant, Steven Soderbergh e o iraniano Jafar Panahi fazendo frente a jovens realizadores, cujos nomes começam a ser conhecidos.

Se na Berlinale anterior foi uma jovem negra congolesa, pouco mais que estreante, a ganhadora do Urso de Ouro como melhor atriz, este ano participam da disputa Juliette Binoche e Catherine Deneuve face às emergentes.

A abertura do festival será com o filme “O Grande Mestre”, do chinês de Shangai que vive em Hong-Kong, Wong Kar Way, também presidente do júri da competição internacional e ganhador do prêmio de melhor diretor em Cannes, em 1997, com “Felizes Juntos”, história de dois homossexuais chineses que buscam aventura em Buenos Aires. O novo filme de Wong Kar Way, com projeção na noite do dia 7 de fevereiro quando os convidados pisarão pela primeira vez na passarela de tapete vermelho, trata da vida do mestre chinês de artes marciais Wing Chun Kung Fu, Ip Man.

Na mostra Panorama Especial estão dois filmes brasileiros: “Flores Raras”, de Bruno Barreto, e “Hélio Oiticica”, de Cesar Oiticica Filho.

Outra atração do festival será a coprodução argentino-brasileira “Habi, a estrangeira”, da cineasta de Buenos Aires, Maria Florência Alvarez.



Brasil de Fato

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