Agência Brasil
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff classificou hoje (3) de inaceitável e constrangedora a atitude de alguns países europeus de proibir que o avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, sobrevoasse seus espaços aéreos na noite de ontem (2). Morales voltava de uma viagem a Moscou quando foi obrigado a fazer uma escala 13 horas em Viena (Aústria), depois que Portugal, França, Itália e Espanha desautorizaram o sobrevoo sobre seus territórios.
“O governo brasileiro expressa sua indignação e repúdio ao constrangimento imposto ao presidente Evo Morales por alguns países europeus, que impediram o sobrevoo do avião presidencial boliviano por seu espaço aéreo, depois de haver autorizado seu trânsito”, disse a presidenta, por meio de nota.
Dilma disse que a atitude dos europeus causou “surpresa e espanto” ao governo brasileiro e que o constrangimento atinge não só Morales, mas todos os países latino-americanos e compromete o diálogo com a Europa. “O constrangimento ao presidente Morales atinge não só a Bolívia, mas toda a América Latina. Compromete o diálogo entre os dois continentes e possíveis negociações entre eles. Exige pronta explicação e correspondentes escusas por parte dos países envolvidos nesta provocação”, ponderou.
O incidente com o avião presidencial boliviano ocorreu por suspeitas de que o ex-consultor da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, Edward Snowden estivesse a bordo. Snowden é acusado de traição nos Estados Unidos. Segundo Dilma, a justificativa é “fantasiosa” e desrespeita as regras internacionais, além de ter colocado a vida de Morales em risco.
“O noticiado pretexto dessa atitude inaceitável – a suposta presença de Edward Snowden no avião do presidente –, além de fantasiosa, é grave desrespeito ao direito e às práticas internacionais e às normas civilizadas de convivência entre as nações. Acarretou, o que é mais grave, risco de vida para o dirigente boliviano e seus colaboradores”, condenou Dilma.
A presidenta diz ainda que o governo brasileiro “encaminhará iniciativas em todas instâncias multilaterais, especialmente em nosso continente, para que situações como essa nunca mais se repitam”. A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) já convocou uma reunião extraordinária para discutir o incidente com Morales. Dilma deve enviar um representante ao encontro, que ainda não tem data confirmada.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, conversou por telefone com o chanceler da Bolívia, David Choquehuanca, e expressou repúdio do governo brasileiro ao episódio e classificou de arrogante a atitude dos europeus.
A Bolívia já anunciou que vai denunciar Portugal, Espanha, França e Itália na Comissão dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) por terem fechado o espaço aéreo ao avião do presidente Evo Morales.
Edição: Carolina Pimentel
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A presidenta Dilma Rousseff classificou hoje (3) de inaceitável e constrangedora a atitude de alguns países europeus de proibir que o avião do presidente da Bolívia, Evo Morales, sobrevoasse seus espaços aéreos na noite de ontem (2). Morales voltava de uma viagem a Moscou quando foi obrigado a fazer uma escala 13 horas em Viena (Aústria), depois que Portugal, França, Itália e Espanha desautorizaram o sobrevoo sobre seus territórios.
“O governo brasileiro expressa sua indignação e repúdio ao constrangimento imposto ao presidente Evo Morales por alguns países europeus, que impediram o sobrevoo do avião presidencial boliviano por seu espaço aéreo, depois de haver autorizado seu trânsito”, disse a presidenta, por meio de nota.
Dilma disse que a atitude dos europeus causou “surpresa e espanto” ao governo brasileiro e que o constrangimento atinge não só Morales, mas todos os países latino-americanos e compromete o diálogo com a Europa. “O constrangimento ao presidente Morales atinge não só a Bolívia, mas toda a América Latina. Compromete o diálogo entre os dois continentes e possíveis negociações entre eles. Exige pronta explicação e correspondentes escusas por parte dos países envolvidos nesta provocação”, ponderou.
O incidente com o avião presidencial boliviano ocorreu por suspeitas de que o ex-consultor da CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, Edward Snowden estivesse a bordo. Snowden é acusado de traição nos Estados Unidos. Segundo Dilma, a justificativa é “fantasiosa” e desrespeita as regras internacionais, além de ter colocado a vida de Morales em risco.
“O noticiado pretexto dessa atitude inaceitável – a suposta presença de Edward Snowden no avião do presidente –, além de fantasiosa, é grave desrespeito ao direito e às práticas internacionais e às normas civilizadas de convivência entre as nações. Acarretou, o que é mais grave, risco de vida para o dirigente boliviano e seus colaboradores”, condenou Dilma.
A presidenta diz ainda que o governo brasileiro “encaminhará iniciativas em todas instâncias multilaterais, especialmente em nosso continente, para que situações como essa nunca mais se repitam”. A União das Nações Sul-Americanas (Unasul) já convocou uma reunião extraordinária para discutir o incidente com Morales. Dilma deve enviar um representante ao encontro, que ainda não tem data confirmada.
Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, conversou por telefone com o chanceler da Bolívia, David Choquehuanca, e expressou repúdio do governo brasileiro ao episódio e classificou de arrogante a atitude dos europeus.
A Bolívia já anunciou que vai denunciar Portugal, Espanha, França e Itália na Comissão dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) por terem fechado o espaço aéreo ao avião do presidente Evo Morales.
Edição: Carolina Pimentel

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