<= APP-Sindicato convoca assembleia, no próximo dia 28, que poderá deflagrar greve por tempo indeterminado na educação do Paraná; Richa e Arns deram calote de R$ 50 milhões nos educadores; ao estilo do Velho Oeste norte-americano, professores e funcionários das 2,1 mil escolas do estado espalham nas redes sociais cartazes com a foto do governador com a inscrição: “Procura-se”; vem aí nova temporada de protestos contra o tucanato; Palácio Iguaçu se apega à Resolução Conjunta 02/2013, de 2 de setembro, para justificar o tombo que deu no magistério paranaense; acordo foi fechado dia 30 de agosto, data que antes era lembrada pela truculência física contra professores e funcionários das escolas da rede pública, agora se transformou no Dia do Calote.

Cerca de 100 mil educadores paranaenses deverão entrar em greve por tempo indeterminado, a partir de 1º de outubro, Mês do Professor, contra calote aplicado pelo governo de Beto Richa (PSDB). Os leitores deste blog souberam desse “tombo” em primeira mão na sexta (clique aqui para relembrar).



Professores e funcionários das 2,1 mil escolas da rede pública do Paraná se dizem enganados pelo governo e seu vice, Flávio Arns (PSDB), secretário da Educação, que no último dia 30 de agosto assumiu compromisso de pagar atrasados de R$ 50 milhões. A data expirou no último dia 13 sem, no entanto, entrar sequer um centavo na conta bancária dos educadores.

A APP-Sindicato (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná) realizará no próximo dia 28 de setembro uma assembleia para aprovar a greve.

Em dezembro de 2012, o sindicato chegou aprovar greve da categoria para o início do ano letivo — em março de 2013 –, mas recuou em assembleia depois de promessas renovadas pelos tucanos Richa e Arns (também não cumpridas).

Além da greve programada, a APP-Sindicato espalhou pelas redes sociais um cartaz com foto do governador com os dizeres “Procura-se o governador” — ao estilo Velho Oeste norte-americano — pedindo informações sobre a agenda do tucano nas cidades do interior.

O calote do governo Richa em cima dos educadores tem a ver com débitos relativos a promoções, progressões, diferença do Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN), novo enquadramento do Quadro de Funcionários da Educação Básica (QFEB).

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