O pânico foi definitivamente instaurado em Wall Street, nos Estados Unidos, em um dia como este, no ano de 1929, na chamada "Terça-Feira Negra". Em um único dia, bilhões de dólares foram perdidos, levando à falência milhares de investidores e derrubando cotações de ações. Este dia também foi marcado pelo grande número de suicídios de quem perdeu tudo em um único dia. No rescaldo da Terça-Feira Negra, os EUA e outros países industrializadas eram levados para a "Grande Depressão".

Durante os anos 1920, o mercado de ações dos EUA sofreu uma rápida expansão, atingindo seu pico em agosto de 1929, um período de especulação selvagem. Até então, a produção já havia caído e o desemprego estava em alta, o que provocou estoque de mercadorias em excesso, que não correspondiam ao seu valor real. Entre outras causas do colapso do mercado estavam os baixos salários, pessoas endividadas, fraca agricultura e um excesso de grandes empréstimos bancários que não poderiam ser liquidados.

Após 29 de outubro de 1929, os preços das ações desabaram. Em 1932, as ações valiam apenas cerca de 20% do seu valor em relação a agosto de 1929. O crash da bolsa em Nova York em 1929 não foi a única causa da Grande Depressão, era somente um sintoma do colapso econômico global que estava por vir. Em 1933, quase metade dos bancos dos EUA haviam falido e a taxa de desemprego atingia 30%. O EUA só superariam a crise uma década depois. A produção em massa de armamentos durante a Segunda Guerra Mundial e o fornecimento de outros produtos por conta do conflito ajudaram o país a se levantar novamente.

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