Itamaraty eleva tom contra governo israelense. Em nota oficial, governo considera "inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina" e reitera "chamado a um imediato cessar-fogo".


Mulher palestina ao lado da casa de parentes, na cidade de Gaza. Segundo a polícia, local foi atingido por um míssil israelense

Mulher palestina ao lado da casa de parentes, na cidade de Gaza. Segundo a polícia, local foi atingido por um míssil israelense

Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores brasileiro criticou nesta quarta-feira (23/07) o Estado de Israel pelo que chamou de "uso desproporcional da força na Faixa de Gaza".

O conflito entre Israel e o grupo radical palestino Hamas, que controla a Faixa de Gaza, já completou 16 dias e custou até agora a vida de 718 palestinos e 32 soldados israelenses, estes mortos depois do dia 17, quando o Exército de Israel iniciou uma ofensiva terrestre.

"O Governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças", diz a nota.

No comunicado, o governo brasileiro também reitera seu chamado a "um imediato cessar-fogo". A nota afirma ainda que, "diante da gravidade da situação", o governo brasileiro votou a favor da resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas sobre o tema, adotada nesta quarta-feira.

Dos 47 países-membros do Conselho, a resolução foi aprovada por 29 votos, enquanto 17 países se abstiveram. O único voto contra foi o dos Estados Unidos, que considerou que o conteúdo da resolução "não é construtivo, mas destrutivo" e em nada contribui para o fim das hostilidades.

A resolução condena a atual ofensiva militar de Israel em Gaza. O Conselho de Direitos Humanos da ONU anunciou ainda a criação de uma comissão internacional para investigar "todas as violações" e julgar os responsáveis.

A nota do Itamaraty termina com a afirmação de que o embaixador do Brasil em Tel Aviv foi chamado a Brasília para consultas.

DW.DE

1 Comentários

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  1. Infantil a resposta de Israel. ão tinha o que falar, aí disse uma resposta malcriada! Queria ofender o Brasil, estava com raiva! Assim como tem ódio dos Palestinos queria revidar contra o Brasil. Foi buscar no futebol o "troco".
    Como não tinha uma resposta MAIOR... preferiu a respostinha infantil.
    O Brasil seguiu a ONU. 29 mortes (?) de soldados contra quase 600 de civis, doentes, mulheres e crianças.
    Para os idiotas de plantão o Brasil condenou sim o ataque a Israel.

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