Em resposta aos seus adversários, a presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (8) que acabar com o Mercosul é um "tiro no pé" e que não faz política externa com "ideologia".
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Ao defender a postura do governo em priorizar a América Latina e o Mercosul em suas negociações internacionais, Dilma disse que os mercados são responsáveis por 80% das exportações do Brasil.

"Acabar com o Mercosul é dar com um tiro no pé. Nós somos a maior economia da América Latina. Temos que perceber o tamanho desse mercado", afirmou a presidente.

Dilma disse que suas propostas como candidata não "viram as costas" para a América Latina, enquanto outros só "enxergam" mercados como a Europa.

A presidente afirmou que política externa não se faz com "principismo" e que reduzir o papel da América Latina é uma "temeridade" para o Brasil, assim como o dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Adversário de Dilma, Aécio Neves (PSDB) acusa a política externa de Dilma de ser ideológica e prometeu fortalecer o Mercosul, embora critique a prioridade do governo ao bloco econômico. O candidato do PSDB também defende que o Brasil não se concentre nos acordos bilaterais com o Mercosul e a União Europeia para ampliar o seu universo de negociações.

A mesma postura do tucano é defendida no programa de governo de Marina Silva, candidata do PSB à presidência, que é favorável à ampliação do número de países para o Brasil firmar negociações.

Dilma disse que a prioridade concedida à União Europeia e à América Latina não minimiza o "peso" dos demais acordos comerciais.

--Folha Online


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