Incoerências de Marina Silva (PSB) serão o tema central de seis novas peças de propaganda da campanha da presidente Dilma Rousseff; PT vai evidenciar a mudança de ideia da ex-senadora em temas como transgênicos, pré-sal e revisão da Lei da Anistia, com música em ritmo de marchinha de Carnaval: "A Marina vai com as outras, a Marina volta atrás. Ela joga pra torcida, depois vê como é que faz"; ex-senadora está cercada por legião de “gurus” que influencia suas decisões, como a herdeira do Itaú, Neca Setubal, e por lideranças que barganham apoio como o pastor Silas Malafaia e o líder rural Roberto Rodrigues


247 – Em alta nas pesquisas, a presidente Dilma Rousseff vai manter a estratégia de evidenciar ao eleitor as incoerências de sua principal adversaria no momento, a candidata Marina Silva.

Segundo o colunista Bernardo Mello Franco, as constantes mudanças de ideia da ex-senadora, em temas como transgênicos, pré-sal e revisão da Lei da Anistia, serão o mote central de seis novas peças de propaganda da campanha petista, com música em ritmo de marchinha de Carnaval: "A Marina vai com as outras, a Marina volta atrás. Ela joga pra torcida, depois vê como é que faz".

Em outro quadro, vai imitar a ex-senadora falando com voz de aparelho de GPS: "Vire à esquerda. Não, mudei de ideia, é direita. Isso, direita mesmo!". O locutor emenda: "Se como candidata Marina está sempre mudando de direção, imagine como governante".

Cercada por uma legião de “gurus”, como a herdeira do Itaú, Neca Setúbal, Marina Silva hoje nega convicções políticas do passado. Além disso, influenciada pela busca de votos, tem recuado diversas vezes em seu plano de governo para atender a interesses de setores da sociedade. É o caso do pastor Silas Malafaia que pressionou para o PSB rever seu apoio à causa gay em troca do apoio dos evangélicos. Mais recentemente, a ex-senadora fez nova revisão para atender às exigências de lideranças do agronegócio, como o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, um setor que tenta seduzir após anos de guerra com sua passagem pelo Ministério do Meio Ambiente.






Brasil 247

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