Na versão da jornalista, Bolsonaro é um exemplo no combate aos crimes de estupro e Maria do Rosário deveria ser processada por “calúnia e difamação”


Jornal GGN - “Se Maria não merece ser estuprada, Bolsonaro não merece ser taxado [sic] de estuprador”, escreveu a jornalista Rachel Sheherazade - depois de alertada nas redes sociais, corrigiu por "tachado" - em mais um artigo que sai em defesa de Jair Bolsonaro (PP) no episódio polêmico envolvendo a deputada Maria do Rosário (PT).

Nesta terça (16), a jornalista publicou um artigo intitulado "Bolsonaro e o sexismo", no qual omite uma informação importante para defender o parlamentar dos pedidos de cassação por quebra de decoro parlamentar e pelo crime de incitação ao estupro.

Após ter pecado por compartilhar uma notícia falsa para defender Bolsonaro (leia aqui), Sheherazade agora argumentou que Bolsonaro é um "defensor" do combate a estupradores, inclusive "menores de idade". No texto, ela denota que Bolsonaro afirmou que "jamais estupraria Maria do Rosário porque ela não mecere", como nenhuma outra mulher merece.

Mas o que o deputado disse foi que a parlamentar petista não merece ser estuprada porque é "feia”, não faz o “tipo” dele - denotando que mulheres precisam dar um motivo para serem vítimas desse tipo de crime. A fala foi registrada por um jornal impresso após o episódio de 2003, e serviu de base para a ação que a Procuradoria-Geral da República encaminhou na noite de segunda (15) ao Supremo Tribunal Federal, mas os leitores de Sheherazade não tiveram conhecimento.


Na versão da jornalista, Bolsonaro disse “jamais”, e “jamais”, em bom português, significa nunca, e nunca é negação, é não! Bolsonaro recusa o rótulo de estuprador, imposto por Rosário em 2003, e ainda diz: você não merece ser estuprada. Nem ela nem ninguém.” Para Sheherazade, se Maria do Rosário recebeu uma resposta “mal criada” de Bolsonaro, foi porque ela "provocou e depois não aguentou o tranco”.

“(...) os opositores de Bolsonaro querem distorcer suas palavras e manchar sua reputação para desacreditá-lo como homem, militar e parlamentar. É inaceitável. Se querem processar Bolsonaro por incitação ao crime, aproveitem e processem Maria do Rosário por calúnia e difamação", concluiu ela.

GGN

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