Blog do Esmael, em parceria com a TV 15, neste sábado (29), a partir das 9 horas, vai transmitir ao vivo a assembleia da APP-Sindicato para o Brasil e o mundo.
“Os trabalhadores não têm nada a perder em uma revolução comunista, a não ser suas correntes.” (Karl Max, Manifesto Comunista).
O governador Beto Richa (PSDB), por meio da mensagem 48/2015, encaminhou projeto à Assembleia Legislativa que acaba com a eleição direta para diretores. O tucano afirma que “são cargos de confiança de livre nomeação e exoneração” do chefe do poder executivo.
Mais uma vez, o Palácio Iguaçu empurra os deputados para uma “pauta-bomba” que custará mais algumas ambulâncias pagas com dinheiro da aposentadoria dos servidores públicos (ParanáPrevidência).
Engana-se quem acha que Richa quer “punir” professores e funcionários das 2,1 mil escolas da rede pública do estado ao indicar os diretores. Pelo contrário. Ele almeja controlar e subjulgar politicamente a comunidade escolar revigorando o “pistolão”, figura abominável até os anos 80, que indicará o gestor educacional principalmente nos pequenos e médios municípios.
A democracia na escola é fundamental para a livre circulação de ideias e é direito de educadores, pais e alunos. E mais: é um marco civilizatório.
O que Richa pretende fazer é criar mecanismos que lhe permitam não reconhecer resultados da “consulta à comunidade”, inviabilizar candidaturas de professores e diretores oposicionistas, jogar uns contra outros para criar péssimo clima no ambiente escolar, enfim, impedir a mobilização em defesa de conquistas do magistério.
O governador do PSDB quer escravizar os trabalhadores da educação violentando a democracia na escola. Agora vem a pergunta: o que têm a perder os educadores senão a dignidade?
Esta é a principal resposta que a assembleia geral da APP-Sindicato tem que responder neste sábado, 29 de agosto, em Curitiba. O Blog do Esmael, em parceria com a TV 15, a partir das 9 horas, vai transmitir o evento ao vivo para o Brasil e o mundo.
Alguns setores da educação não descartam retomar a greve contra o governador e aprovar no encontro a palavra de ordem “Fora Beto Richa”.
Sábado, dia 29, quatro meses do massacre no Centro Cívico, será uma ótima oportunidade para a categoria refletir unitariamente sobre o tema: fazer ou não fazer nova greve e perder o quê com o imobilismo, senão a dignidade?

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