A maior potência econômica do planeta está “pedalando”.

O limite autorizado para a dívida pública dos Estados Unidos é de US$ 18,112 trilhões.

Agora cedo, quando escrevo esta nota, a dívida dos EUA estava em US$ 18,165 trilhões.

Obama espera para esta ou para a próxima semana a aprovação, pelo Congresso, do limite de endividamento.

Está, enquanto isso, sustentando as despesas públicas com operações de swap (adiantamentos compensáveis) com fundos estatais que não são destinados a isso, emergencialmente. O que é, o Federal Financing Bank, não dá conta de cobrir.

Obama lançou mão de fundos  na área de  Previdência (Civil Service Retirement and Disability Fund e Postal Service Retiree Health Benefit Fund). Tira de lá e, a seguir, recoloca.

Mas isso tem limite e se não for aprovado o aumento do teto da dívida até 3 de novembro, aí sim o Governo norte-americano vai ter de entrar em “default”, que é o “calote chique”.

Como aconteceu em 2011, com suspensão dos pagamentos a servidores, fechamento de repartições e a perda do grau máximo de investimentos do país.

Para evitar isso, Obama está “pedalando”, o que não cria crise e é mero artifício contábil.

O que ele deveria fazer? Suspender o Medicare, o único programa de saúde público deles? Travar o pagamento do seguro-desemprego? Suspender o envio de rações aos soldados dos EUA no exterior, que não podem “ir em casa almoçar”?

Não se diga que não há imbecis entre os norte-americanos capazes de dizer isso. Há, com fartura.

O que não há por lá são instituições e imprensa irresponsáveis que lhes dê cobertura.

Um Nardes da vida ficaria, por lá, falando sozinho seu “not cycling, Obama, or I impeach you“…

TIJOLAÇO


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