Para evitar a cassação, presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e aliados ameaçam apoiar a abertura de um processo de impeachment contra o vice Michel Temer caso o processo contra ele seja levado adiante pelo Conselho de Ética da Câmara; a principal exigência é que ele não promova qualquer interferência no colegiado; em dezembro, Cunha arquivou o pedido de afastamento de Temer que tem como base o fato dele ter assinado como presidente em exercício decretos suplementares ao Orçamento – as chamadas pedaladas fiscais –, razão que levou a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff
247 - O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já prepara a fatura que será cobrada do vice Michel Temer (PMDB), caso este venha a assumir a Presidência da República em razão do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para evitar a cassação, Cunha e aliados ameaçam apoiar a abertura de um processo de impeachment contra Temer caso o processo contra ele seja levado adiante pelo Conselho de Ética da Câmara.
A principal exigência é que Temer não promova qualquer interferência no colegiado e nem faça declarações desfavoráveis ao presidente da Câmara. Neste caso, os aliados de Cunha esperam que Temer diga que as manobras promovidas por Cunha no colegiado "são assuntos internos da Câmara" e que ele e o correligionário se falam constantemente.
De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, um dos principais defensores da ideia para blindar Cunha por meio da ameaça do impeachment contra Temer foi o deputado federal Paulinho da Força (SD-SP).
No final do ano passado, em dezembro, Cunha arquivou o pedido de afastamento de Temer que tem como base o fato dele ter assinado como presidente em exercício, decretos suplementares ao Orçamento – as chamadas pedaladas fiscais –, principal razão que levou a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

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