Agora às vésperas do leilão do pré-sal (27 de outubro), gente do setor garante que a área mais atraente e disputada por 17 grandes petroleiras, é exatamente a área vizinha (chamada de unitizável) deste campo de Carcará no pré-sal da Bacia de Santos.

Ou seja, as petroleiras se engalfinhando pelo que sobrou da joia da coroa entregue quase de graça pela Petrobras para a Statoil, no primeiro crime de lesa pátria.

Relembrando o caso

No dia 29 de julho do ano passado, os "gênios" do mercado, hoje na direção da Petrobras, liderados pelo Parente, venderam por US$ 2,5 bilhões, o direito de 66% de participação no bloco exploratório BM-S-8, onde está localizada a área de Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos, para a estatal norueguesa Statoil.


O BM-S-8 era operado pela Petrobras (66%), Petrogal (14%), Queiroz Galvão Exploração e Produção SA (10%) e Barra Energia do Brasil Petróleo e Gás Ltda. (10%).

Além da necessidade de reduzir as dívidas, estes "gênios" do mercado alegaram que a produção no campo era complexa e que exigia a padronização de equipamentos para reduzir o custo de investimento operação que, segundo os mesmos, seria difícil de proceder.

As estimativas da Statoil, consideram o campo de Carcará como um ativo de classe mundial. Ele detém cerca de 700 a 1300 milhões de barris de óleo equivalente e a área unitizável no BM-S-8 de pelo menos mais 250 milhões de barris.

O campo de Carcará tem uma das maiores (mais extensas) colunas de rocha-reservatório de todo o pré-sal. Assim, a briga no leilão é para ficar com o complemento daquilo que a Petrobras entregou, quase de graça, para a petrolífera norueguesa Statoil.

Assim, vou repetir o que disse há um ano.

Neste caso "legal" está sendo muito mais danoso que o ilegal”.

A entrega da Joia da Coroa do campo de Carcará produz um prejuízo que é praticamente o dobro do que toda a Lava Jato.






Blog do Roberto Moraes

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