Em congresso do PCdoB, Lula reforçou candidatura de Manuela D'Ávila e defendeu união da esquerda contra o 'desmonte do Estado'.
Ana Beatriz Rosa
Repórter de Vozes, Mulheres e Notícias, HuffPost Brasil
Em congresso do PCdoB neste domingo (19), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou a pré-candidatura de Manuela D'Ávila, do partido comunista, e admitiu a fragilidade dos partidos de esquerda no atual contexto político.
Segundo o petista, a aliança esquerdista "está mais perdendo do que ganhando" e é preciso que as candidaturas se unam para 2018 contra o que ele classificou como o "desmonte do Estado".
"Nós éramos contra o golpe e ele aconteceu. Éramos contra a reforma trabalhista, e ela aconteceu. Somos contra a reforma da Previdência, e ela pode acontecer. A fraqueza deste governo faz com que ele se submeta aos caprichos do mercado e o Congresso aprove medidas contra os trabalhadores", afirmou Lula.
Para o político, ele é "o único ser humano" que não poderia desencorajar D'Ávila na corrida para o Planalto, uma vez que a sua própria "teimosia" o tornou presidente.
"É um direito legítimo. Se não fosse a minha teimosia e a do PT, eu não teria chegado nunca à Presidência. Mesmo que não ganhe, se fizer uma campanha ideologicamente organizada, com a militância na rua, vale a pena", afirmou de acordo com a Folha.
Lula, ainda, criticou o Congresso Nacional e argumentou que a expressividade do conservadorismo dos deputados é o reflexo do "pensamento político da sociedade brasileira em 2014".
"Nós estamos fragilizados na luta para evitar [o desmonte do Estado], porque os congressistas que estão votando para desmontar não têm compromisso conosco. Se a gente não tomar cuidado, vai piorar nas próximas eleições. Toda vez que se fala em mudança, piora. Precisamos pensar no que fazer. "A urna não pode receber ordem, tem que receber voto, tem que botar [na urna] esperança, e não raiva de 2014", defendeu o ex-presidente.
HuffPost Brasil
![]() |
| UESLEI MARCELINO / REUTERS Lula defendeu união da esquerda em congresso do PCdoB. |
Em congresso do PCdoB neste domingo (19), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou a pré-candidatura de Manuela D'Ávila, do partido comunista, e admitiu a fragilidade dos partidos de esquerda no atual contexto político.
Segundo o petista, a aliança esquerdista "está mais perdendo do que ganhando" e é preciso que as candidaturas se unam para 2018 contra o que ele classificou como o "desmonte do Estado".
"Nós éramos contra o golpe e ele aconteceu. Éramos contra a reforma trabalhista, e ela aconteceu. Somos contra a reforma da Previdência, e ela pode acontecer. A fraqueza deste governo faz com que ele se submeta aos caprichos do mercado e o Congresso aprove medidas contra os trabalhadores", afirmou Lula.
Para o político, ele é "o único ser humano" que não poderia desencorajar D'Ávila na corrida para o Planalto, uma vez que a sua própria "teimosia" o tornou presidente.
"É um direito legítimo. Se não fosse a minha teimosia e a do PT, eu não teria chegado nunca à Presidência. Mesmo que não ganhe, se fizer uma campanha ideologicamente organizada, com a militância na rua, vale a pena", afirmou de acordo com a Folha.
Lula, ainda, criticou o Congresso Nacional e argumentou que a expressividade do conservadorismo dos deputados é o reflexo do "pensamento político da sociedade brasileira em 2014".
"Nós estamos fragilizados na luta para evitar [o desmonte do Estado], porque os congressistas que estão votando para desmontar não têm compromisso conosco. Se a gente não tomar cuidado, vai piorar nas próximas eleições. Toda vez que se fala em mudança, piora. Precisamos pensar no que fazer. "A urna não pode receber ordem, tem que receber voto, tem que botar [na urna] esperança, e não raiva de 2014", defendeu o ex-presidente.
HuffPost Brasil

Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;