
A pesquisa divulgada nesta sexta-feira (15) pelo DataPoder360 repete o que já vêm dizendo Ibope e Datafolha. Lula segue imbatível. Vence as eleições em qualquer cenário. Derrota qualquer um no segundo turno. Parece estar cristalizando um percentual em torno de 30% no primeiro turno. No segundo turno, seja o candidato o mais radical Jair Bolsonaro ou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, um conservador mais moderado, a vitória de Lula mantém-se em percentuais semelhantes.
Na lógica dessa estratégia de confronto, pode até ser Bolsonaro a escolha preferida mesmo por Lula para a disputa. Se é confronto, que seu adversário seja mesmo alguém que o eleitorado enxergue de fato como a sua contraface. Ainda que, na verdade, Lula não seja alguém de extrema-esquerda assim como Bolsonaro é de extrema-direita. Mas o que importa é o sentimento. Meio como estabelecer uma luta do bem contra o mal, como já se disse por aqui: O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro.
Talvez esteja por aí o fato de virem fracassando todas as tentativas de busca de um nome mais moderado no campo conservador para a disputa. A alternativa da vez é Alckmin, que aparece nas pesquisas no patamar de 8%. Quando Lula puxa a eleição para o confronto, aglutina seus opositores do outro lado, na sua contraface.
Mas, vale sempre lembrar aos desavisados: pesquisa não é eleição. Se fosse, era mais barato realizar uma para eleger o presidente. Muito menos é eleição uma pesquisa a quase um ano da eleição. Muita água ainda vai rolar debaixo da ponte. Mas, por enquanto, vai dando certo a estratégia de confronto adotada por Lula na sua candidatura.
Os Divergentes