A contratação é um reforço para a atuação da equipe diante dos recursos que tramitam nos tribunais superiores de Brasília.


Da reportagem da Folha de São Paulo:
O criminalista Sepúlveda Pertence aceitou fazer parte da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A contratação é um reforço para a atuação da equipe diante dos recursos que tramitam nos tribunais superiores de Brasília.

Desde que Lula foi condenado por unanimidade pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em 24 de janeiro, aliados e integrantes da cúpula do PT pressionavam por um reforço na defesa do ex-presidente, hoje sob comando do advogado Cristiano Zanin Martins.

O principal argumento era o de que, na fase de recursos na terceira instância, seria necessário um nome mais técnico e com trânsito nos tribunais superiores. Além disso, auxiliares de Lula cobravam por um perfil de menos embate e mais conciliação para defender o petista.

Uma das principais marcas de Zanin até a condenação do ex-presidente foi a do enfrentamento com o Judiciário, linha seguida inclusive por Lula em seus discursos públicos.

O ex-presidente não quis abrir mão de seu atual advogado, e ele e Sepúlveda, que resistia em aceitar o convite, devem trabalhar juntos daqui para frente.

Segundo a Folha apurou, Zanin e Sepúlveda conversaram algumas vezes após o dia 24 de janeiro e estão acertando os últimos detalhes para o anúncio oficial da nova configuração da equipe.

Publicamente, a defesa ainda não confirma a integração de Sepúlveda à banca.

Biografia


Mineiro de Sabará, o jurista João Paulo Sepúlveda Pertence ocupou os cargos de procurador-geral da República, ministro e presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República.

Na juventude exerceu intensa atividade política, sendo em 1959 e 1960 vice-presidente da UNE (União Nacional do Estudantes).

Entre 1965 e 1967 foi assessor no Supremo Tribunal Federal, no gabinete do Ministro Evandro Lins e Silva. Foi cassado do Ministério Público em outubro de 1969 pela Junta Militar de 1969, com base no AI-5.

Em 1985, foi escolhido por Tancredo Neves para o cargo de procurador-geral da República, exercendo simultaneamente as funções de procurador-geral Eleitoral e de membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

Foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 1989.

Exerceu a Presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) entre 1990 e 1992. Entre 1999 e 2004 foi novamente ministro e presidente do TSE.

Aposentou-se como ministro do Supremo Tribunal Federal em 17 de agosto de 2007.

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