Baleeiros da Islândia são acusados de matar gigante raro cuja caça é proibida internacionalmente. Imagens divulgadas causaram onda de preocupação mundial. Se for comprovado que se trata de uma baleia azul, será a primeira vez que um membro dessa espécie foi morto em meio século

Medindo até 33 metros de comprimento e pesando mais de 200 toneladas na fase adulta (equivalente ao peso de 20 elefantes africanos combinados), as baleias azuis foram caçadas à beira da extinção para fins comerciais em muitos países entre 1940 a 1960, quando passaram a ser protegidas pela Comissão Baleeira Internacional. Desde então, a caça às baleias está proibida.
As imagens divulgadas pelos grupos de conservação marinha Hard To Port e Sea Shepherd causaram uma onda de preocupação mundial. Se for comprovado que se trata de uma baleia azul, será a primeira vez que um membro dessa espécie foi morto em meio século.
A empresa baleeira envolvida, pertencente ao caçador islandês de baleias e magnata da pesca Kristján Loftsson, afirma que o animal é um híbrido entre uma baleia azul e outra espécie e que, dessa forma, não teria cometido um ato ilegal.
A partir das fotografias, especialistas em baleias de várias partes do mundo parecem ser da opinião de que se trata de uma baleia azul jovem tendo como base o padrão da pele, a cor e forma da barbatana e o tamanho da cauda. Porém, não há consenso. Autoridades da Islândia vão realizar testes genéticos para determinar a espécie da baleia, um processo que pode demorar meses.
A Islândia vende quase toda a sua carne de baleia para o Japão, um dos poucos países que rejeitam o acordo internacional para proteger as baleias. Porém, se for comprovado que o animal é uma baleia azul, então a carne não pode ser legalmente comercializada.
Com uma população global estimada entre 10.000 e 25.000 espécimes, a baleia azul é listada pela União Internacional para a Conservação da Natureza como “ameaçada” de extinção. Antes do início da caça comercial no século 20, a população de baleias azuis era estimada em 200 mil.
Vanessa Barbosa, Exame
Pragmatismo Político