Em 1989, Collor ganhou de Lula por 53% a 47%, no segundo turno, graças a expedientes sujos como a exposição da sua intimidade com uma ex-namorada e ao debate final editado a favor de Collor no Jornal Nacional da Globo na véspera da eleição. Lula quase ganhou, ficou em segundo.FHC teve 54% no primeiro turno, em 1994, surfando no Plano Real, em alta naquele período. Lula não ganhou, mas levou a prata de novo, com 27%.
Em 1998, FHC repetiu a dose: por 53% a 31% ganhou de Lula no primeiro turno. Lula em segundo.
Lula ganhou em 2002, com 61% contra 39% de Serra, candidato de FHC. O melhor resultado pós-redemocratização. Em 2006, Lula foi bi, novamente com 61% contra Alckmin, 39%.
Dilma, com 56% contra Serra, 43% foi eleita por Lula em 2010. Nenhum presidente tinha feito sucessor desde a República do Café com leite.
Em 2014 Dilma derrotou, com 51%, o conterrâneo Aécio, 48,36%, a quarta vitória do PT em sete disputas presidenciais.
Todas as pesquisas indicam que na eleição de 2018, a oitava desde 1989, seja qual for o outro concorrente, o PT tem lugar assegurado no segundo turno, com ou sem Lula.
Nenhum outro partido tem um currículo eleitoral tão expressivo. Tem que respeitar.
Esse desempenho é ainda mais surpreendente se levarmos em conta que desde 1980, ou seja, desde a fundação do partido, tanto Lula quanto o PT são alvos de campanha sistemática do maior conglomerado de comunicação do país que, ano após ano, eleição após eleição tenta destruir as reputações de líderes petistas e do próprio partido, sempre em vão. O efeito tem sido o oposto ao desejado.
Talvez a explicação para esses números que mostram a inequívoca preferência do eleitorado seja mais simples do que supõe a vã ciência política.
Dos grandes partidos brasileiros, o PT é o único que não se originou nas elites latifundiárias, comerciais, financeiras ou industriais e sim nas classes trabalhadoras, do campo e da cidade, da classe média para baixo e que formam a maioria da população brasileira. O PT criou uma cumplicidade inédita com os brasileiros que nem as mais insidiosas calúnias foram capazes de dissolver.
Tal como ocorre no futebol, as forças adversárias tentam destruir o PT porque ele é sempre o mais forte e o favorito desde a redemocratização.
E, pelas mesmas razões, os brasileiros insistem em não deixar que ele seja destruído.
Brasil 247
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