A reportagem no BR18 do Estadão, assinada pelo jornalista Marcelo de Moraes, expõe a grande dificuldade que a que direita terá, em emplacar qualquer nome com possibilidade de vitória nas eleições deste ano. Pode surgir daí, buscar uma aliança com Ciro Gomes, como vem ocorrendo nas conversações em reuniões e jantares, como o ocorrido na residência de Benjamin Steinbruch, dono da CSN e banqueiro, em São Paulo.


Nesse sentido, o DEM e os partidos do Centrão buscam o exato oposto a Michel Temer mas, no limite do espectro político aceito pelo grupo ultra-conservador. Ciro é quase esquerda e quase direita, bem ali, no meio, foi o que se tornou o PDT desde o falecimento de Brizola. Lembrando que Temer afirmou não aceitar, em hipótese alguma, que um aliado se juntasse a Ciro Gomes porém, em relação a questões eleitorais, Temer não tem muito o que exigir.

Assim como Rodrigo Maia, Geraldo Alckmin ou qualquer um do PSDB tem a imagem intrinsecamente ligado ao fiasco do golpe de 2016 e ao governo desastroso do tinhoso. Por isso, a busca por qualquer coisa que não seja o PT, PSOL e PCdoB para formar aliança. Assim, sobrou qualquer um que seja minimamente viável e que não seja Bolsonaro. Mas, ninguém se surpreenderia com o DEM abraçado com a ultra-direita. Afinal, uma vez no inferno, abrace o Bolsonaro.


Matéria do Estadão
Apesar de Henrique Meirelles ter procurado Rodrigo Maia em busca de apoio do Centrão, já era sabido que a conversa dificilmente daria liga.


Maia já repetiu dezenas de vezes que acredita que os eleitores não vão votar em ninguém que seja associado de alguma forma ao governo de Michel Temer. E Meirelles comandou sua equipe econômica e pertence ao seu partido, o MDB.

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