Quando o desembargador Rogério Favreto assumiu o plantão do TRF-4, talvez não tivesse a ideia do rebuliço que causaria no país. Sendo o único da corte que não responde aos capatazes da casa grande, tendo amargado votações com esmagadora derrota, sendo o único a se opor ao padrão Bolsonaro que tomou o judiciário e a mídia, mostrou-se acima de tudo, um forte.


Obviamente, quando tomou a decisão de libertar Lula e afirmou que havia um fato novo, a pré-candidatura, sabia que esse fato não constava citado em parte alguma do processo e, por isso, se caracterizava sim como fato novo. Enquanto os idiotas da Globo, pessoas que jamais abriram uma página da constituição, como Gerson Camarotti, Valdo Cruz e outras porcarias, bradavam que as atitudes de Moro e Gebran Neto eram juridicamente impecáveis. Do outro lado, juristas fundamentavam suas opiniões, não na TV, mas, na Internet e não só nos sites progressistas, também davam sua opinião no site especializado Consultor Jurídico (ConJur). Por lá, se lia desde pessoas que estavam neutras, até as que classificavam como uma prova cabal de um estado de exceção jurídico. Porém, jamais surgia um jurista afirmando que as atitudes contra o plantonista Rogério Favreto tenham sido corretas. No máximo diziam ser incomum. Quanto a isso, citavam o próprio regimento interno que publicamos a foto do trecho em que permite o plantonista analisar e conceder habeas-corpus, em uma notícia, no mesmo dia. Veja abaixo:

Trecho do regimento interno do TRF-4

Favreto sabia que sua decisão causaria a ira da mídia e de outros setores tradicionalmente encrostados no ódio e na ignorância. Foi o caso do jornalista que divulgou o telefone pessoal do desembargador plantonista e do próprio militar da reserva, mandando seus capangas da Internet ameaçar o magistrado. Sua família também foi exposta de forma covarde.


Com tudo isso, certo ou errado, já que não se trata de uma matéria jurídica, Rogério Favreto deu grande demonstração de força e coragem. Aliás, como poucos até na esquerda, pondo seu cargo, familiares e a si mesmo, em risco. Coisa que um pré-candidato que se diz de esquerda não teve coragem, nem de aparecer em São Bernardo do Campo.

Com sua coragem e sozinho, pôs a casa grande de joelhos, fez Sérgio Moro se expor de forma cabal e Gebran Neto cair na ratoeira. Thompson Flores, o baluarte histórico de sobrenome ligado à covardia histórica contra Canudos, foi obrigado a sair do trono de sua casa e despachar contra a liberdade de Lula. Estava desmascarada a farsa em uma aula pública de lawfare.

Favreto fez lembrar o xadrez político bem jogado, típico dos grandes cérebros matemáticos da história brasileira. Fez até lembrar José Dirceu.

A Postagem

Comentário(s)

-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;

Postagem Anterior Próxima Postagem

ads

ads