Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não poderia comparecer à sabatina da GloboNews nesta quinta-feira (2) e teve a data da entrevista trocada com Geraldo Alckmin (PSDB). Primeiro presidenciável a ser entrevistado foi Ciro Gomes (PDT)
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| Ciro Gomes foi o primeiro sabatinado na GloboNews |
A GloboNews iniciou nesta quarta-feira (1) uma série de sabatinas com os cinco candidatos a Presidência da República em 2018 com melhores posicionamentos nas pesquisas de intenção de voto.
Ao vivo, as sabatinas têm duas horas de duração. O primeiro a ser entrevistado foi Ciro Gomes (PDT).
Na abertura do programa, a apresentadora Miriam Leitão anunciou que o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, aceitou trocar o dia de sua sabatina com Jair Bolsonaro (PSL), que dissera que não poderia ir ao estúdio na quinta.
Segundo o PSL, o deputado conservador não conseguiu desmarcar um compromisso que estaria marcado. A assessoria do PSL disse que a Globonews havia sido avisada da dificuldade de o candidato comparecer na data determinada.
Ciro Gomes
Durante a entrevista à GloboNews, Ciro Gomes avaliou que o Brasil vive um momento de “anarquia institucional” porque os prefeitos, na visão dele, por exemplo, têm sido “tutelados por um jovem garoto do Ministério Público que faz e acontece”.
Na avaliação do candidato do PDT à Presidência, integrantes do MP têm levado pessoas à “execração pública” e, por isso, se eleito, “organizará a casa” e fará com que os poderes “voltem para a caixinha”.
“Organizar a casa significa restaurar a funcionalidade dos poderes do Estado brasileiro. Voltar para a caixinha é a metáfora de cada um voltar para as suas atribuições institucionais. Porque tudo o que se quer é que o povo fique de fora da jogada”, afirmou.
Questionado sobre se proporá a redução do poder do Ministério Público caso seja eleito, Ciro Gomes disse que não, acrescentando: “Aos técnicos cabe guardar os direitos das minorias, vigiar formalidades. Não podem tutelar o poder político.”
Ciro também falou sobre o acordo firmado entre PSB e PT e disse que sempre foi leal a Lula.
“O PT entrou numa que eu tenho que respeitar, tenho que ter paciência. Mas, francamente, eu não sei o que eu fiz para merecer esse tipo de conduta, de desapreço e de hostilidade. Porque, se nós olharmos, eu até pago um certo preço, eu apoiei Lula todos os dias sem faltar nenhum ao longo dos últimos 16 anos”, afirmou o candidato.
“Não sei o que fiz para merecer esse tipo de tratamento. […] Mas a vida é assim. O trabalho do cidadão é viabilizar-se e inviabilizar os adversários. […] Eu fui extremamente leal ao Lula”, acrescentou.
Em acordo costurado nesta quarta, o PT se comprometeu a apoiar os candidatos do PSB aos governos de Amazonas, Amapá, Paraíba e Pernambuco em troca da neutralidade da legenda na eleição presidencial. A campanha de Ciro tentava atrair o PSB para formar uma chapa.
A sabatina de Ciro Gomes:
Pragmatismo Político

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