'O PT anunciou que o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, será seu companheiro de chapa na fórmula liderada pelo ex-presidente Lula da Silva. A escolha de Haddad foi proposta pelo próprio Lula. Haddad seria a substituição de Lula, na suposição de que sua candidatura seja vetada pela justiça. Nesse caso, o seu lugar como candidato a vice-presidente seria ocupado por Manuela D'Ávila, candidata presidencial do PCdoB.' (El Mercúrio, Chile)


Por Carlos Eduardo Silveira  

1- NOTÍCIAS INTERNACIONAIS SOBRE O BRASIL
PÁGINA 12, Argentina
Fernando Haddad é o escolhido de Lula. O ex-prefeito de San Pablo formará a dupla presidencial do Partido dos Trabalhadores. A liderança do Partido dos Trabalhadores (PT) escolheu Fernando Haddad como vice de Luiz Inácio Lula da Silva para as eleições de outubro, informou a imprensa local na imprensa. O próprio Lula enviou uma carta ao seu partido endossando o ex-prefeito de San Pablo (2013-2016) para ser o número dois da fórmula presidencial. Além disso, Dilma Rousseff proclamou sua candidatura ao Senado. Antes das eleições de outubro no Brasil, o principal rival de Lula da Silva, Jair Bolsonaro, também ele apresentou o seu candidato a vice: o António Mourão general aposentado.
LE MONDE, França
No Brasil, Lula investido candidato presidencial e Fernando Haddad confirmado como companheiro de chapa. O Partido dos Trabalhadores confirmou no domingo à noite a dupla de Luiz Inácio Lula da Silva-Fernando Haddad para a eleição presidencial, na compreensão que a justiça estaria prestes a declarar Lula inelegível. "A política é a arte do impossível", diz Lula. O prisioneiro mais famoso do Brasil parece se destacar nesse assunto. No sábado, 4 de agosto, ele não só conseguiu ser investido pelo partido dos trabalhadores (à esquerda) convenção em São Paulo, mas depois de quatro meses de prisão ele ainda é o favorito da eleição presidencial com 30% das intenções de voto. De sua cela, o preso indomável persegue uma batalha implacável com os juízes e pretende colocar sua agenda para outros candidatos.
LA VANGUARDIA, ESPANHA
O general Hamilton Mourão será o candidato a vice-presidente do ultradireitista Bolsonaro. Bolsonaro flertou primeiro com o senador Magno Malta, pastor de uma igreja evangelista; depois com a advogada Janaína Paschoal, uma das forças motrizes do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016, e também com o astronauta Marcos Pontes, o único brasileiro que participou das operações espaciais da Nasa. E terminou com o general.
EL DIÁRIO, Espanha
O caso do jornalista Vladimir Herzog evidencia a barbárie da ditadura brasileira. A Corte Interamericana de Direitos Humanos condena o Brasil por crimes contra a humanidade e continua aguardando a reabertura da investigação sobre a tortura e assassinato do diretor da TV Cultura em 1975.
PÚBLICO, Portugal
Ameaças “impossibilitam o diálogo franco e qualificado” sobre aborto no Brasil. Supremo brasileiro termina audiências no dia em que o Senado da Argentina vota sobre descriminalização. Em ambos os países, a questão é “mandar ou não para a cadeia a mulher que aborta”.
THE NEW YORK TIMES, EUA
Enquanto 'Lula' se encontra na cadeia do Brasil, o partido o nomeia para presidente. O rosto de Luiz Inácio Lula da Silva estava em toda parte na convenção nacional do Partido dos Trabalhadores: camisetas o mostravam como um jovem metalúrgico, cartazes o mostravam como um político experiente em meio a multidões e centenas de apoiadores que usavam máscaras de papel com o rosto de “Lula”. O Partido dos Trabalhadores insiste que Lula é o único nome que eles colocarão nas urnas. Seu objetivo é gerar apoio popular suficiente para forçar os tribunais a libertá-lo e permitir que ele faça campanha. A festa até atrasou o anúncio de um companheiro de chapa até um dia depois da convenção, mantendo os holofotes sobre o Sr. da Silva.
THE INTERCEPT, EUA
As facções de mídia, jurídicas, judiciais e corporativas do Brasil passaram os últimos três anos insistindo em retidão que a corrupção política sistêmica é o problema mais grave da nação. A desastrosa corrida presidencial de 2018 do Brasil ensina uma lição chave para todos: os demagogos prosperam somente quando as instituições falham. Eles estavam tão terrivelmente agastados com a corrupção que, em 2016, se uniram, com quase nenhum dissenso permitido, em apoio ao passo mais drástico que uma democracia pode tomar: a demissão da presidente eleita, Dilma Rousseff, antes de seu mandato expirar. A indignação com a corrupção e a criminalidade era o pretexto para o impeachment, não o motivo real, era dolorosamente óbvio desde o início. Ao remover Dilma, eles conscientemente capacitaram criminosos e gângsteres reais, pessoas cujo comportamento ladrão e mafioso fazem os truques orçamentários de Dilma parecerem travessuras infantis.
EL MERCÚRIO, Chile
O Partido dos Trabalhadores AO (PT) anunciou que o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, será seu companheiro de chapa na fórmula liderada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A escolha de Haddad foi proposta pelo próprio Lula. A liderança do partido aprovou a proposta após uma reunião que durou cerca de quatro horas. Haddad seria a substituição de Lula, na suposição de que sua candidatura seja vetada pela justiça. Nesse caso, o seu lugar como candidato a vice-presidente seria ocupado por Manuela D'Ávila, candidata presidencial do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
TELESUR, Venezuela
Fernando Haddad será o companheiro de chapa de Lula no Brasil. O PT uniu forças com o Partido Comunista e o Partido Republicano da Ordem Social, para formar um "campo progressivo e popular" que lhe permite retornar ao Executivo. O Partido dos Trabalhadores (PT) do Brasil anunciou na noite de domingo que o ex-ministro Fernando Haddad será seu candidato a vice-presidente na fórmula liderada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril passado. Haddad vai percorrer o país para apresentar o plano do governo com Manuela D'Ávila, líder do Partido Comunista do Brasil (PCdoB); como parte da aliança que o PT estabeleceu, também, com o Partido Republicano da Ordem Social.
EL PAÍS, Uruguai
A extrema direita no Brasil vai com uma fórmula militar. Bolsonaro escolheu um general aposentado como vice-presidente. "O Brasil precisa de remédios fortes", disse Bolsonaro, declarando o general da reserva Hamilton Mourão como seu companheiro de chapa nas eleições de 7 de outubro. No mesmo ato, ele também anunciou que, caso chegue ao poder, seu chanceler será o empresário Luiz Felipe de Orléans e Bragança, membro da antiga família imperial brasileira e conhecido como "o príncipe".
2- NOTÍCIAS DO MUNDO
EUA. De espião a assessor para a América Latina. Juan Cruz, ex-agente da CIA, é o principal assessor de Trump para a região. Juan Cruz chama Maduro de "louco", encoraja um golpe militar na Venezuela e convence Trump a aumentar as sanções a esse país. Suas declarações colocam-no como um aríete da Casa Branca nesta parte do planeta. (PÁGINA 12, Argentina)
ISRAEL. Israel: drusos furiosos com a lei "nação-estado do povo judeu". O governo fica embaraçado com a mobilização da minoria, que contribui para a segurança do estado. A raiva dos drusos foi inicialmente discreta. Mas agora está no centro da controvérsia nascida da adoção, em 19 de julho, pelo parlamento israelense, de uma lei polêmica definindo Israel como "o estado-nação do povo judeu". Na aldeia de Beit Jann na Galileia, o assunto se tornou apaixonado. "É uma facada nas costas, um dos seus habitantes, Salih Slalha, 43 anos, é levado embora. Meu pai me ensinou a respeitar os judeus e servir a Israel. Contribuo há mais de vinte anos para sua segurança. Esta lei nos torna cidadãos de segunda classe. "(LE MONDE, França)
ISRAEL. Israel: Milhares protestam em Televiv contra lei que declara Estado judaico."Somos todos irmãos, somos todos iguais" foi o lema do protesto contra a lei que dita que só os judeus têm direito à autodeterminação em Israel, despromove o árabe enquanto língua oficial e proclama Jerusalém capital israelita. (ESQUERDA.NET, Portugal)
EUA. Trump admite que encontro com advogados ligados ao Kremlin era para “jogar sujo” com Clinton. O presidente Trump disse no domingo que uma reunião da Trump Tower entre os principais assessores de campanha e um advogado ligado ao Kremlin foi planejada para "obter informações sobre um oponente" - o reconhecimento mais severo de que uma afirmação que ele ditou no ano passado foi enganosa. Trump fez o comentário em um tweet no domingo de manhã que pretendia ser uma defesa da reunião de junho de 2016 e do papel que seu filho Donald Trump Jr. desempenhou na organização do evento. O presidente afirmou que era "totalmente legal" e do tipo "feito o tempo todo na política". (THE NEW YORK TIMES, EUA)
EUA. Trump reconhece, mas defende reunião de 2016 entre seu filho e advogado alinhado ao Kremlin. O reconhecimento do presidente Trump pelo encontro entre Donald Trump Jr. e um advogado alinhado ao Kremlin contradiz uma declaração enganosa que ele ditou para seu filho em 2017. Mas em um tweet, Trump chamou a reunião de "totalmente legal" e se distanciou escrevendo: "Eu não sabia disso!(THE WASHINGTON POST, EUA)
VENEZUELA. Moscou condena o ataque a Maduro. “O atentado é para desestabilizar a Venezuela”. (RT, Rússia)
CHILE. Socialistas chilenos trazem à Corte Interamericana a questão da liberdade dos agentes de Pinochet. O Partido Socialista Chileno (SP) informou em 5 de agosto que levará à Corte Interamericana de Direitos Humanos a resolução da Corte Suprema que concedeu liberdade condicional a sete condenados por crimes contra a humanidade durante a ditadura militar cívica de Augusto Pinochet. "Acreditamos que, por respeito às vítimas e suas famílias, é essencial usar essas ferramentas", disse a repórteres o líder do PS Álvaro Elizalde. (EL TELÉGRAFO, EQUADOR)
ARTIGOS/ENTREVISTAS
Marco Teruggi – Pelo Mundo, Venezuela (Página 12, Argentina)
“Um alerta com carga simbólica”
Paul Krugman – Pelo Mundo, EUA (The New York Times, EUA)
“Notas sobre uma república de manteiga”








































































































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