Da Redação com PT na Câmara e MST


Nessa terça-feira (31/07), Vilmar Pacífico, Zonália Santos (MST), frei Sérgio Gröjen, Rafaela Alves, Jaime Amorim (Movimento de Pequenos Agricultores -MPA) e Luiz Gonzaga Silva ( Gegê, da Central de Movimentos Populares) iniciaram greve de fome.

O protesto, por tempo indeterminado, é pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso há 117 dias.

Antes, protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) um manifesto (na íntegra, ao final) no qual detalham os motivos do “ato extremo”.

Numa clara referência à prisão política de Lula, eles afirmam que “o Poder Judiciário viola a Constituição e impede o povo de escolher pelo voto, soberanamente, o seu presidente e o futuro do País”.

Eles apelam aos ministros que respeitem a Constituição, “que prevê o encarceramento apenas após o julgamento de todas as apelações, e que anulem a condenação sem crime de Lula, repondo o direito à presunção da inocência e o direito de o povo escolher o seu presidente de forma livre e democrática”.

Eles responsabilizam também os ministros do STF por possíveis “consequências da greve de fome”, já que ela é por tempo indeterminado.

Na saída, na escadaria que dá acesso ao STF, eles leram o manifesto para os militantes de movimentos sociais que se solidarizaram com o protesto.

Aí, enquanto respondiam as perguntas de jornalistas sobre as razões e objetivos da greve de fome, eles foram agredidos por seguranças do Supremo (no topo, veja o vídeo de Lula Marques, da liderança do PT )

Abaixo, a sequência de fotos também de Lula Marques mostra a ação truculenta contra os militantes.




















A ÚLTIMA REFEIÇÃO, REPOUSO E RETORNO AO STF



A última refeição dos seis militantes foi nessa terça-feira, antes de irem ao STF para protocolar o manifesto.


À noite, os seis grevistas foram conduzidos pela equipe de apoio até o Centro de Acolhida Assunção, onde repousaram.


Às 16h, retornarão ao Supremo Tribunal Federal onde se juntarão com outros manifestantes.


Durante o tempo que ficarem em greve de fome, eles permanecerão no Centro Cultural de Brasília (CCB).


A greve de gome é organizada pelos Movimentos que integram a Via Campesina Brasil.


A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas pela Democracia e libertação do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.


Outros movimentos se somam nesta construção, como oo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Levante Popular da Juventude e o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).










Viomundo

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