A maior prova de que a batalha eleitoral está sendo vencida pelo PT, como mostrou o novo Ibope, é o desespero dos adversários nas redes sociais e o constrangimento dos comentaristas globais, que já se dão por derrotados e preferem falar de Alckmin e Amoedo para mudar de assunto.

Foi fulminante: em apenas duas semanas, Lula levou seu candidato Fenando Haddad de 4% para 22% no Ibope, na bica para ir ao segundo turno e derrotar Jair Bolsonaro, em defesa da democracia.

E não é só isso que prova a força eleitoral de Lula, mesmo condenado e preso há mais de cinco meses numa solitária em Curitiba.

Estava também na manchete do UOL na manhã desta terça-feira: “Governadores do Nordeste fiéis a Lula disparam e podem vencer no 1º turno”.

Aliados a Lula, os governadores de cinco dos nove estados nordestinos, de diferentes partidos, dispararam no Ibope.

Todos concorrem à reeleição e três deles já superaram a marca dos 60% de votos, a menos de duas semanas das eleições.

Provável campeão de votos em todo o país nesta eleição, o petista Camilo Santana, governador do Ceará, já chegou a 69%, deixando o segundo colocado, um general apoiado por Tasso Jereisssati, do PSDB, com apenas 5%. É uma lavada histórica.

A seguir, vêm Renan Filho (MDB), de Alagoas, com 65%, e o petista Rui Costa, da Bahia, com 60%.

Com grandes chances de vencer no primeiro turno, aparecem Flávio Dino, do PCdoB do Maranhão, com 49%, e o petista Wellington Dias, do Piauí, com 46%. No Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, do PT, também lidera as pesquisas e pode vencer já no primeiro turno.

O UOL lembra que quatro destes cinco governadores estiveram na visita que tentaram fazer a Lula em Curitiba, para protestar contra sua prisão, no dia 10 de abril (só Flávio Dino não foi).

Para a cientista política Luciana Santana, professora da Universidade Federal de Alagoas, não há nenhuma surpresa nesses números do Ibope.

“Independentemente de outras avaliações, foi nos governos de Lula que a região recebeu mais investimentos e atenção da gestão federal.”

Bastava ver as multidões que acompanharam a caravana de Fernando Haddad cruzando estes estados na semana passada, que só vimos nas redes sociais, para desconfiar que os ventos estavam mudando na corrida eleitoral.

As imagens fizeram-me lembrar das campanhas presidenciais de Lula quando faltavam poucas semanas para as eleições.

De uma hora para outra, um mar de gente passava a acompanhar o petista por onde passava, enquanto seus adversários participavam de reuniões fechadas ou criavam eventos fake para aparecer no noticiário do Jornal Nacional.

Esta era e continua sendo a grande diferença entre o PT e os outros partidos: quando chega a hora da onça beber água, os militantes ocupam as ruas e praças para avisar quem manda neste país.

Nada ainda está decidido, eu sei.

Mas quaisquer que sejam os resultados finais, uma coisa já é certa: sem ser candidato, o grande vencedor desta eleição será Luiz Inácio Lula da Silva, o líder preso.

Só o susto que ele está dando nos golpistas, que se uniram nos três poderes, no empresariado, no mercado financeiro e na velha mídia, para tirá-lo do jogo, já está valendo a pena.

E agora, Moro, para que serviu todo o empenho da Lava Jato na sua cruzada para destruir o PT?

Pois é, meus caros e caras, quem diria, Lula não morreu. Está mais vivo do que nunca, caminhando para o penta.

Viva a democracia! #EleNão!

Vida que segue.


Balaio do Kotscho

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