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| Jair Bolsonaro e Fernando Haddad (Nelson Almeida/AFP – Ulisses Dumas/Divulgação) |
De Marcos Mortari no InfoMoney.
A pouco mais de um mês do primeiro turno, a corrida presidencial ganha especulações sobre o fenômeno do “voto útil”, quando eleitores são levados ao pragmatismo e, em função das circunstâncias, se veem na necessidade de adotar novas posições. Um cruzamento dos dados da última pesquisa XP/Ipespe mostra que o deputado Jair Bolsonaro (PSL), atual líder na disputa nos cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pode sofrer com o veto de eleitores petistas e tucanos caso consiga avançar para uma disputa de segundo turno.
Segundo o levantamento, se enfrentasse o atual vice na chapa petista, Fernando Haddad – principal nome cotado para substituir Lula na disputa após decisão do TSE –, Bolsonaro veria seu adversário herdar 41% das intenções de voto de eleitores que hoje declaram apoio no ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB). O deputado, por sua vez, teria apoio de 29% dos tucanos, mesmo patamar de brancos, nulos e indecisos deste grupo nesta simulação.
Na pesquisa, realizada entre 27 e 29 de agosto, Haddad e Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em eventual segundo turno, com o deputado numericamente à frente com 37% das intenções de voto, contra 34% do petista. A margem máxima de erro é de 3,2 pontos percentuais, para cima ou para baixo. Haddad herdaria 3 pontos percentuais dos tucanos, contra 2 pontos para Bolsonaro. A diferença está dentro da margem de erro.
Também é possível verificar migração de votos petistas a Alckmin em eventual disputa de segundo turno contra Bolsonaro. Neste caso, o tucano herdaria 48% das intenções de voto de Haddad (percentual equivalente a 6 pontos percentuais), contra 3% para o deputado (menos de 1 ponto). O grupo dos “não voto” teria participação de 49% dos petistas.
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Diário do Centro do Mundo

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