Algumas questões devem ser analisadas na onda Bolsonaro criada na última semana da campanha. O primeiro ponto, é a onda inflada por uma pesquisa Ibope que mudou seu filtro de validação beneficiando o candidato ultraconservador logo após um grande movimento feminino por direitos civis.

É justamente essa onda que assustou a todos que pode ter chegado ao limite, já que Bolsonaro tem altíssima rejeição, o que acaba definindo um teto no primeiro turno. Vale ressaltar que a falta do candidato do PSL no debate da Globo pode ter efeito contrário que ainda não foi apresentado na pesquisa do DataPoder360. Os números demonstram a estagnação de Bolsonaro, na casa dos 30% e Haddad chegando em 25%. Nos votos válidos, os números estão bem abaixo e descolados do Ibope e Datafolha, mantendo a linha dos resultados anteriores das pesquisas.

Como dificilmente o candidato do PSL vencerá no primeiro turno e, possivelmente, a onda pró-nazista pode ter estagnado antes mesmo do debate da Globo e o segundo turno se caracteriza por uma outra eleição, caso a bolha eleitoral sem qualquer fundamento ou base política pode começar a desinflar e assim, Bolsonaro e todo o seu ódio podem ser combatidos de forma frontal. Mesmo que a insanidade do momento, onde se notam pessoas votando em um candidato sem qualquer motivação de projeto ou argumento possivelmente válido, acabe sendo derrubado por alguma onda de sanidade. Será uma batalha dura e difícil, em um cenário em que as pessoas estão se negando a raciocinar, numa perigosa e profunda apologia à burrice.


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