
Denise Assis (jornalista)
Amigos, desde ontem, quando assistimos a várias manobras que tentam jogar areia nos olhos da população, que estamos em estado de perplexidade. Não pelo resultado apresentado ao público, por um Instituto de pesquisa que chegou a um resultado inesperado, mudando a metodologia de consulta sem avisar ao distinto público. Mas, sim, pelo descaso com que a população eleitora foi tratada. Deturpam o processo eleitoral como se tivéssemos percepção infantil, ou se não fôssemos capazes de avaliar as manobras insidiosas que nos roubam o futuro.
Não se importam mais em disfarçar. Na pressa de virar o jogo, de tomar de assalto o que há do que nos resta de dignidade, riqueza e esperança, fazem tudo às claras, na mão grande, com a mesma pressa de um bando de ladrões de banco que, flagrados no ato da fuga deixam cair as máscaras, pacotes de dinheiro, pistas, enfim.
Não podemos acreditar que o que nos aprisionará por nem sabemos quantos anos – pois quando se rasga a Constituição Cidadã em praça pública, tudo o mais se torna incerto – seja traçado em nome de alguém que tem a desfaçatez de dizer: “pergunte para o posto Ipiranga”, a cada questionamento sobre o seu programa de governo. Não há proposta. E, inacreditavelmente, uma facada o resguardou de ter que explicá-la, se alguma houvesse.
O que aconteceu com a população deste país? Foi encantada por uma flauta mágica, a ponto de não se dar conta da incerteza diante dos olhos, do perigo de sermos governados por um boçal? Parecemos tão perdidos quanto a Dorothy, à procura do Mágico de Oz (L.Frank Baum). Mas não se iludam. Não encontraremos o nosso Mágico. Temos que achar em nós, e na nossa convicção de que queremos o melhor para o Brasil, a nossa volta para casa. E voltar para casa significa termos o nosso país novamente. Tomarmos em nossas mãos o nosso destino.
Denise Assis é autora dos livros: "Propaganda e cinema a Serviço do Golpe" e "Imaculada". É colunista do blog O Cafezinho desde 2015.
O Cafezinho
Postar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;