Chegamos, olhando as pesquisas Ibope e Datafolha, à conclusão que se as multidões que se reuniram no sábado nas ruas de dezenas  ou até uma centena de cidades brasileira gritassem “EleSim”, em favor de Bolsonaro, o ex-capitão teria caído nas pesquisas e seu adversário, Fernando Haddad ganharia vários pontos.

Olhando o Datafolha ( acompanhe nos círculos azuis e vermelhos na tabela) vemos que os que perderam pontos ( Brancos/Nulos, 2, Haddad, Boulos e Vera do PSTU, e Alckmin, um ponto cada) geraram 5% de votos mutantes que foram quase todos (4 pontos) para Bolsonaro e um para o Cabo Daciolo!

Uau!

Vai para os anais das mudanças de eleitorado: “eu ia votar no Boulos, mas agora voto Bolsonaro” ou “eu troquei o PSTU pelo Glória a Deus!”

A pesquisa tem todas as inconsistências possíveis mas, ainda assim, há algo que deve ser observado.

Só um dado, olhado friamente, pode ser verdadeiro: o aumento da rejeição a Haddad, provocado pela obtusa estratégia de Geraldo Alckmin, que não o levantou e ajudou o seu adversário direto pelos votos da direita, o ex-capitão.

É matéria para que a sua campanha reflita e que também a de Ciro Gomes veja que não está ajudando a ele próprio, mas a Bolsonaro.

Nem os bailarinos das pesquisas não tiveram forças para levantar Ciro, Alckmin ou Marina. Nada, agora,  tem como evitar que a disputa final seja entre Haddad e Bolsonaro. A solidez dos votos do primeiro (por conta de Lula) e o teto do segundo são obstáculos a isso.

A única forma de fazer com que isso não aconteça  é aquela que tentam: incutir o desânimo na resistência ao fascismo e tentar convencer o povão que Bolsonaro, cada vez mais o candidato dos ricos, é o preferido do povão.

O esforço final da campanha de Haddad é no povão, não na elite.

Ela fica para o segundo turno.


TIJOLAÇO

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