Vice na chapa de Bolsonaro, General Hamilton Mourão (PSC) já elogiou o secretário de assuntos estratégicos de Temer, Hussein Kalout, e disse que ele pode vir a fazer parte de um eventual governo dos militares.




Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (13), o presidenciável Fernando Haddad (PT), disse que, caso eleito, “ao contrário de (Jair) Bolsonaro (oponente, do PSL), decidimos não manter ninguém da equipe econômica de (Michel) Temer no governo”.

Haddad se refere principalmente aos encontros de Paulo Guedes, cotado para um superministério da Economia em um eventual governo Bolsonaro, com membros da equipe de Michel Temer, entre eles o secretário de assunto estratégico do governo, Hussein Kalout.

Kalout já se reuniu com Guedes para tratar de uma possível votação da reforma da Previdência ainda no governo Temer, entre outros temas, e foi elogiado pelo candidato a vice na chapa, General Hamilton Mourão (PSC), que também participou do encontro. “Ele é uma pessoa inteligentíssima, muito preparado”, disse Mourão, que ressaltou que Hussein poderia fazer parte de um governo dos militares. “Claro. Um dos melhores quadros do governo”, respondeu sobre essa possibilidade.

Fortunas

Na entrevista, Haddad ainda negou que abriu mão de taxar grandes fortunas, caso seja eleito, e comentou sobre a decisão do TSE, que declarou que o “kit gay” nunca existiu e proibiu a campanha de Bolsonaro de disseminar material sobre o assunto. “Apesar do atraso ficamos felizes do Tribunal tirar do ar o material em que Bolsonaro me acusa de distribuir material para crianças de 6 anos”.


Sobre as críticas de Cid Gomes (PDT), governador eleito do Ceará e irmão de Ciro Gomes (PDT), o petista minimizou. “Foi uma coisa acalorada. Tenho uma amizade pessoal do Cid”.


Revista Fórum

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