Para Clemente Ganz Lúcio, projeto do presidente eleito dá abertura ao avanço do neoliberalismo na redução de direitos trabalhistas e sociais


Manifestação contra a PEC 241 na avenida Paulista. Foto: Roberto Parizotti / CUT


Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, a vitória de Jair Bolsonaro (PSL) na disputa pela Presidência da República insere o Brasil em um movimento de mudança radical que pode avançar tanto para a direita como para o seu extremo, e força uma nova disputa por direitos, liberdade, democracia e justiça.

“Nesse novo mundo, que do ponto de vista econômico está sendo desmontado e remontado de uma outra maneira, teremos quatro anos de muita luta pela frente”, antecipa Clemente.

Entre as mudanças intencionadas pela equipe econômica de Bolsonaro, representada principalmente por Paulo Guedes, futuro ministro da Fazenda, ele destaca a privatização das empresas estatais e a redução dos impostos para os mais ricos o que, segundo o diretor do Dieese, poderá aumentar a desigualdade na participação tributária.

Além disso, Clemente chama a atenção para a proposta da carteira de trabalho verde e amarela, que minimiza a participação dos sindicatos e permite que prevaleça o negociado sobre o legislado, e a reforma da Previdência, já sinalizada nesta segunda-feira (29).

“Há um conjunto de manifestações que foram apresentadas, mas nunca como um programa ou plataforma estruturada a qual a sociedade brasileira soubesse no que estava votando”, avalia o diretor técnico, em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual.

Segundo ele, dentro de um período histórico no qual os direitos trabalhistas e sociais vêm sendo reduzidos, o projeto de Bolsonaro garante chancela ao avanço do neoliberalismo.

Por Rede Brasil Atual

Partido dos Trabalhadores

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