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Contratada para fazer diagnóstico durante a gestão Eduardo Cunha na Câmara, AM4 acessou dados de 2,5 milhões de pessoas que interagiam com o portal
Coluna do jornalista Lauro Jardim, na edição do jornal O Globo deste domingo (3), revela que a agência AM4, acusada de disseminar fake news nos grupos de whatsapp pró Jair Bolsonaro (PSL) durante a campanha eleitoral detinha um contrato com a Câmara Federal em 2016, com acesso a dados sigilosos.
Segundo o jornalista, a licitação foi ganha pela agência nos tempos em que Eduardo Cunha (ex-MDB/RJ) presidiu a casa.
O contrato, para fazer um diagnóstico do portal da Câmara, tinha uma cláusula curiosa. Concedia à AM4 — que participou do edital por meio de uma de suas controladas, a Ingresso Total — o direito de “tomar conhecimento de informações sigilosas ou de uso restrito da Câmara”.
Um desses dados secretos era o cadastro de 2,5 milhões de pessoas que interagiam com o portal.
Segundo o jornalista, a licitação foi ganha pela agência nos tempos em que Eduardo Cunha (ex-MDB/RJ) presidiu a casa.
O contrato, para fazer um diagnóstico do portal da Câmara, tinha uma cláusula curiosa. Concedia à AM4 — que participou do edital por meio de uma de suas controladas, a Ingresso Total — o direito de “tomar conhecimento de informações sigilosas ou de uso restrito da Câmara”.
Um desses dados secretos era o cadastro de 2,5 milhões de pessoas que interagiam com o portal.
No Planalto
Taíse de Almeida Feijó, funcionária da agência de comunicação AM4 que contratou disparos em massa de mensagens de WhatApp para a campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PSL) foi nomeada para um cargo comissionado no Palácio do Planalto, com salário de R$ 10,3 mil. Taíse será assessora da Secretaria-Geral da Presidência, comandada pelo ex-presidente do PSL, Gustavo Bebianno. A nomeação foi feita no Diário Oficial da União do dia 14 de janeiro.
Revista Fórum

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