Segundo episódio de “câmera lenta” do dia.
O ministro Luís Fux suspendeu dois processos que tramitavam no Supremo Tribunal Federal contra Jair Bolsonaro, que dizem respeito suas agressões à deputada Maria do Rosário (PT-RS), sobre quem disse que não merecia ser estuprada, porque era “muito feia”.
Juridicamente, correto, por está na Constituição que o Presidente da República não pode ser processado por atos estranhos ao seu mandato, enquanto ele durar.
Mas a notícia, lá em O Globo, está lá pelo quinto parágrafo:
Os dois processos poderiam ter tido desfecho diferente. Em 1º de fevereiro de 2018, no primeiro dia dos trabalhos do STF no ano, Fux, que é o relator das duas ações penais de Bolsonaro, disse que a Primeira Turma da Corte deveria julgar os processo nos meses seguintes. Depois disso, porém, ele autorizou o adiamento de alguns depoimentos nos processos, não marcou o interrogatório de Bolsonaro e nunca os levou a julgamento. Com a posse dele e a suspensão agora dos processos, o depoimento dele deverá demorar para ocorrer.
Fux, portanto, já tinha feito pelo pai o que, há um mês, fez pelo filho: parar processos. Especialidade cada vez mais característica dele, como aconteceu com o auxílio-moradia, suspenso apenas depois de ser pago por quatro anos aos juízes e promotores.
Ao matar no peito os processos de Bolsonaro, o ministro que achava que uma simples entrevista de Lula poderia abalar as eleições mostrou que, para Bolsonaro, até um simples interrogatório poderia ser prejudicial ao candidato.
TIJOLAÇO

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