Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Em entrevista, Temer minimizou a crise que pode levar à exoneração do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e sugeriu que Bolsonaro deve ser poupado das críticas
Em entrevista à rádio BandNews FM na manhã desta segunda-feira (18), o ex-presidente Michel Temer minimizou a crise que vem abalando o governo e saiu em defesa de Jair Bolsonaro. Questionado sobre a polêmica envolvendo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, o próprio Bolsonaro e seu núcleo mais próximo, o emedebista disparou: “Ele passou 18 dias no hospital, ficou em Davos (no Fórum Econômico Mundial), tem pouco tempo. Tem que dar crédito”.
De acordo com Temer, que chegou a ser o presidente mais mal avaliado pela população da história do Brasil, é preciso poupar Bolsonaro das críticas. “Se começarmos com mensagens pessimistas, estamos atrapalhando não é o governo, é o Brasil”, disse.
Temer concedeu entrevista junto com Fernando Henrique Cardoso, também ex-presidente. O tucano, assim como o emedebista, preservou o presidente Jair Bolsonaro e ainda lhe deu alguns conselhos. “Amigos, família, tudo isso é problematico para quem está no governo. Eu sempre procurei esvaziar crise. Eu dizia que a crise entrava grande no meu gabinete, e saía pequena”, afirmou.
Bebianno
Sofrendo um processo de fritura desde que as informações sobre suposto uso de candidatas laranjas pelo PSL nas eleições vieram à tona, Gustavo Bebianno relatou a amigos que está sofrendo ameaças desde esse domingo (17), quando teria seu número de telefone – e whatsapp – divulgados em redes de bolsonaristas.
Alvo do clã Bolsonaro e prestes a deixar o governo, Gustavo Bebianno disse que já identificou as pessoas que o estão ameaçando e que vai revidar “em triplo”.
Revista Fórum

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