No TSE, e na Justiça brasileira atual como um todo, acontece assim: o processo contra Haddad foi entregue ao coelho mais ligeiro e o contra Bolsonaro a uma legião de cágados estudiosos e meticulosos e calçando galochas.

Haddad já foi condenado por impulsionar publicação no Google esclarecendo à população a verdade sobre Bolsonaro. Não foi condenado por fake news, porque era tudo verdade, mas por ter impulsionado a publicação.

Já o processo contra a criminosa campanha de Bolsonaro, que disparou mais de 80 milhões de fake news contra Haddad, acusando-o de pedofilia, de que iria distribuir mamadeiras de piroca e incentivar sexo entre as crianças nas creches, bom, esse andar beeeem devagar.

Para se ter uma ideia, somente agora, quase 100 dias após Bolsonaro estar no poder, o TSE dá a primeira notícia sobre o processo: cansou de procurar por um empresário responsável pelo disparo de milhões de mensagens no WhatsApp, "porque não foi encontrado"...

Considerado uma das peças-chave para a ação que investiga o impulsionamento de mensagens contra o PT por meio do WhatsApp nas eleições, Peterson Rosa Querino, sócio da agência Quickmobile, suspeita de fazer disparos em massa anti-PT pagos por empresários, foi excluído do processo no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) porque não foi localizado pela Justiça. [Fonte: Folha]

Mas, avisam, o processo está em andamento. Se a campanha vier a ser condenada, ou seja, se se provar aquilo que todo mundo sabe que aconteceu, a chapa será cassada - Bolsonaro e Mourão.

É um aviso: - Sabemos o que você fizeram na eleição passada e a qualquer momento poderemos usar isso contra vocês.

Se isso vier a ser do interesse do golpe, que segue em marcha desde a destituição da presidenta Dilma sem crime e da prisão do ex-presidente Lula sem provas.

Com o Supremo, o TSE, com tudo.


Blog do Mello

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