247 - A jornalista Miriam Leitão destaca que "o governo Bolsonaro não tem uma política externa. Não a formulou ainda. O filho do presidente faz sombra ao chanceler, que se ocupa com revisões delirantes da História". Para ela, na viagem que fez a Israel, Bolsonaro "só está conseguindo desagradar todos os lados e ainda entrar na disputa eleitoral, sendo usado pelo primeiro-ministro Bibi Netanyahu" e suas recentes declarações contra a China "podem ter efeitos no comércio exterior. Os chineses falam pouco e mostram seu desagrado em ações concretas. O problema é que eles são grandes para nós. A China comprou 86% da soja que o Brasil exportou no ano passado e 50% de todas as vendas da Vale", ressalta em sua coluna no jornal O Globo.

"Na cruzada mística do chanceler, o Brasil tem que se unir aos Estados Unidos para "salvar a civilização cristã" de ameaças como a China. No mundo real, onde as coisas acontecem e negócios são feitos, a China é o maior parceiro dos Estados Unidos e nosso competidor em vários produtos", observa.

Além das ameças ao comércio internacional - a exemplo dos países árabes que ameaçam cortar as importações de carne brasileira, que chegam a US$ 4,5 bilhões (Leia no Brasil 247)-, Miriam Leitão destaca que "nos órgãos internacionais, o Brasil se isola e toma posições exóticas". "São ridículas as posições que o Brasil vem adotando em órgãos multilaterais. E isso sem falar nos delírios do ministro Ernesto Araújo com o tal "esquerdismo" de Hitler", afirma.

Leia a íntegra da coluna.


Brasil 247

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