O golpe de Estado contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), seguido da prisão do ex-presidente Lula e a eleição fraudulenta do fascista Jair Bolsonaro deu aval para que o fascismo, incrustado nas instituições do Estado, em especial no aparato repressivo e no sistema judiciário, avançasse sobre os povos indígenas e seus direitos democráticos.



No último dia 14 de Março, o Ministério Público Federal (MPF) do Paraná, um órgão controlado por fascistas, denunciou cinco indígenas Avá-Guarani do Tekoha Mokoi Joegua por terem cortado três taquaras (uma espécie de bambu usado pelos indígenas para construir moradias e fazer artesanatos) de uma das ilhas da Reserva Biológica da Usina Binacional de Itaipu, localizada em Santa Helena, região oeste do Estado do Paraná. Na delegacia (foto) , os cinco indígenas foram impedidos de se sentarem nas cadeiras, porque um policial disse que eles “estavam sujos”. O processo já está na 5ª Vara Federal de Foz do Iguaçu.

O procurador fascista Alexandre Collares Barbosa persegue os indígenas, que reivindicam terras tomadas pela empresa Itaipu no período da ditadura militar. É evidente que o verdadeiro motivo do processo não é o corte de três taquaras, como alega o MPF, mas sim proceder à intimidação dos povos indígenas e criminalizar a luta pelas suas terras e seus direitos democráticos. Há ainda ordens de despejos em outras áreas, ataques de milícias paramilitares e processos judiciais contra tribos indígenas.

Essas terras eram território tradicional dos povos Guarani e os militares, homenageados por Bolsonaro, fizeram uso de todos os tipos de métodos sanguinários para expulsá-los. Como é cada vez mais evidente, o fascismo avança. A única forma de transformar a situação política e barrar esse avanço é uma mobilização geral unificada de todas as organizações operárias e populares pelo Fora Bolsonaro e Liberdade Para Lula, contra a repressão aos povos indígenas e pela demarcação e proteção de suas terras.

Fora Bolsonaro!

Liberdade Para Lula!




Diário Causa Operária

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