
Tivemos uma manifestação de apoio ao governo fortemente divulgada por todos os meios de comunicação. A ideia de estimular ou desestimular a manifestação de maneira oficial é irrelevante. Tanto a direita como a esquerda fez com que a nação soubesse do movimento.
O resultado foi como o previsto, ou seja, extremamente discreto para um governo que não tem nem 6 meses de vida. A conclusão está posta: o projeto neoliberal é refutado pela esmagadora maioria da população.
Não há nenhum setor produtivo que apoia esse governo, pois a rigor ele existe para destruir esse mesmo setor. Incrivelmente Bolsonaro conseguiu a proeza de colocar no mesmo bloco opositor a ele trabalhadores e empresários.
Ao ver seu capital político esvaziar em progressão geométrica, Bolsonaro agora tenta estancar sua própria sangria fazendo coro contra a “velha política”, contra o Congresso, contra o STF, contra a democracia e contra o próprio vice-presidente.
Em suma, fortalece as próprias muralhas que o impediram de governar até então. E assim o faz porque justamente não pretende mais governar. Seu intuito é renunciar e sair como o herói dos seus bovinos seguidores.
Dessa forma, Bolsonaro não quer apenas manter seu patrimônio político, mas também intenta apagar todos os focos de incêndio que estão rapidamente tomando a sala de sua casa. O caso Queiroz, o assassinato da vereadora Marielle e seu envolvimento com as milícias desembocam no mesmo rio sujo de uma família que é a mais perfeita representação política do lumping proletariado.
A sua renúncia está pronta. Basta saber quando será o momento de apresentá-la. A ideia é um desembarque antes do dia 15 de junho, após a virada de mais um mês de ingovernabilidade e recessão.
Não haverá nenhum golpe de Estado e nenhuma pirotecnia janista. O temor de uma esquerda nostálgica não tem fundamentos. Milhões de brasileiros tomarão as ruas no dia 30, em resposta a essa camarilha fascista e ignóbil. Assistiremos a uma manifestação como nunca houve em nossa história.
A renúncia de Bolsonaro será uma grande vitória das forças sociais e produtivas. Vai frear o descalabro neoliberal, a ingerência norte-americana e vai restaurar o diálogo com os setores mais progressistas do país.
Pouco importa se os setores mais reacionários tentarem ainda fazer manobras exóticas para impedir esse processo de derrota neoliberal. As resistências se assemelharão a um corpo se contorcendo enquanto está em queda livre.
Lógico que sempre existe a possibilidade de Bolsonaro não renunciar e esgotar todo o seu capital político ao ponto de se tornar em um personagem execrado e odiado por toda a nação.
Nesse caso as soluções serão mais dramáticas ao ponto de lembrarmos dos tempos da Revolução Francesa. Uma saída tão poética como essa seria impossível… nada humaniza mais um Messias do que uma guilhotina…
*Por Carlos D’Incao – Historiador/247
A Postagem
Vai pro Inferno Carlos Ducão - você é um parasita castrita-Stalinista. Não terei dó de nenhum de vocês, covardes.
ResponderExcluirPostar um comentário
-Os comentários reproduzidos não refletem necessariamente a linha editorial do blog
-São impublicáveis acusações de carácter criminal, insultos, linguagem grosseira ou difamatória, violações da vida privada, incitações ao ódio ou à violência, ou que preconizem violações dos direitos humanos;
-São intoleráveis comentários racistas, xenófobos, sexistas, obscenos, homofóbicos, assim como comentários de tom extremista, violento ou de qualquer forma ofensivo em questões de etnia, nacionalidade, identidade, religião, filiação política ou partidária, clube, idade, género, preferências sexuais, incapacidade ou doença;
-É inaceitável conteúdo comercial, publicitário (Compre Bicicletas ZZZ), partidário ou propagandístico (Vota Partido XXX!);
-Os comentários não podem incluir moradas, endereços de e-mail ou números de telefone;
-Não são permitidos comentários repetidos, quer estes sejam escritos no mesmo artigo ou em artigos diferentes;
-Os comentários devem visar o tema do artigo em que são submetidos. Os comentários “fora de tópico” não serão publicados;