A economia mundial vive um momento de afluência que o próprio mercado financeiro global teme que não se sustente por um longo tempo.
Mesmo num quadro positivo, nossa situação é péssima.
Um ranking da Austin Ratings, entre 47 países, coloca o desempenho do Produto Interno Brasileiro em penúltimo lugar, empatado com a Rússia e à frente apenas da Itália.
Os sábios de plantão continuam repetindo o mantra de que a reforma previdenciária é a única forma de livrar o país da estagnação, como se o problema fiscal fosse a única coisa que o país tem a resolver (e nem tanto, porque o alívio fiscal até de uma reforma lesiva como esta levaria tempo para ser sentido, sem falar dos problemas de queda imediata de receitas que a capitalização traria).
A visão não é apenas simplista, mas mentirosa.
Afinal, usando a palavra de um colega que desabafa sua revolta contra a cumplicidade dos comentaristas de economia, a história de que “haveria um surto natural e imediato de confiança do mercado e dos empresários” nós estamos ouvindo desde o impeachment de Dilma Rousseff.
Ainda que o problema fosse só de confiança, pode haver confiança numa gestão econômica que não tem um rumo, um Norte, um objetivo sequer?
Deixa-se o país prostrado, entregue ao desânimo e, com isso, vulnerável ao saque do que ainda resta dele.
Como há séculos passados, a receita para curar a doença é sangrar o paciente, drenar os humores daninhos.
Aprendemos que da fraqueza, da queda de nossas defesas, da prostração generalizada, frequentemente, o resultado são infecções, febres e até convulsões.
TIJOLAÇO

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