O presidente Jair Bolsonaro (PSL) participou de um culto especial de celebração de 25 anos da Igreja Fonte da Vida. No evento religioso, ele voltou a discorrer sobre minas de nióbio e defendeu a legalização dos garimpos na Amazônia.
“Fizemos uma pesquisa e 70% das pessoas é contra legalizar o garimpo. Mas é preciso conhecer a realidade daquelas regiões. Vão continuar existindo na Amazônia garimpeiros que só sabem fazer isso. A legalização vai dar dignidade a eles”, afirmou Bolsonaro.
Se por um lado o presidente da República advogou pela liberação da exploração da floresta com garimpos, de outro ele permaneceu silente a respeito da liberação da maconha medicinal que poderia salvar vidas e retardar doenças degenerativas como a do general Eduardo Villas-Bôas, ex-comandante-geral do Exército. O militar corre o risco de perder a fala e por isso, em emocionante entrevista ao SBT, disse ser favorável ao uso do canabidiol (princípio ativo da maconha) no tratamento de saúde.
Bolsonaro não tem travas quando o assunto é devastar a Amazônia, mas vive uma contradição incrível entre vida e religião, entre salvar pessoas liberando a droga para uso medicinal e prender usuários de maconha.
Deus está vendo, Senhor Bolsonaro.
Blog do Esmael

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