Motoristas afirmam ter levado "facada" de Bolsonaro e prometem nova paralisação nas estradas. Agressão promovida por policiais tenta intimidar categoria
Publicado por Redação RBA
TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL
Líderes da greve de 2018 ainda apoiam diálogo com o governo, enquanto outro grupo quer Lula Livre
“Bolsonaro, nós votamos em você. Hoje, você é um traidor dessa classe que carrega o Brasil nas costas”, diz um participante do vídeo, segundo reportagem da agência Folhapress. Ao final, um grupo pede em coro o impeachment do presidente. Eles também afirmam que pedirão ajuda à CUT e defendem a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), os caminhoneiros realizaram atos nos estados do Rio de Janeiro, Paraná e Ceará. De acordo com mensagens divulgadas pelos próprios motoristas, também houve ações na Paraíba, em Pernambuco e no Rio Grande do Sul.
As críticas a Bolsonaro não são unanimidade entra a categoria. Líderes das paralisações de 2018 ainda defendem diálogo com o governo. Parte da categoria promete fortalecer os protesto, inclusive com bloqueios nas rodovias, mas ainda não há consenso entre os motoristas.
“Nos grupos de WhatsApp da categoria, havia tanto os que reclamavam de a paralisação não ter atingido o nível esperado, como também os que contestavam e colocavam a culpa em quem apenas se queixava, mas não fazia sua parte”, diz trecho da matéria.
Um caso de agressão de policiais contra caminhoneiros teria intimidado a continuidade das ações. “Segundo um dos que afirma ter sido vítima da agressão ouvido pela reportagem, dois policiais com armas em riste deram socos em caminhoneiros que formavam um grupo de dez pessoas.
Também teriam quebrado celulares de alguns deles. Circula no WhatsApp vídeos mostrando caminhoneiros com camiseta amarela sendo empurrados por policiais e imagens das camisetas rasgadas e de uma pessoa agredida.”
Rede Brasil Atual

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